Goldman Sachs acha que atual alegria vai durar pouco

Banco de investimentos prevê para os próximos três meses uma redução de 18% no S&P 500.

Acredite se Puder / 18:06 - 11 de mai de 2020

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A expressão FOMO (Fear of missing out), ou o medo de ficar fora, foi originalmente usada nas redes sociais. Agora, os analistas do Goldman Sachs adaptaram a expressão às recentes subidas nos mercados de ações. Contudo, alertam que breve haverá uma queda, devido ao impacto que o novo coronavírus terá na economia mundial. Chamam atenção para o seguinte: o atual medo de ficar fora não vai durar muito tempo, e os mercados de ações irão conhecer quedas de aproximadamente 18% nos próximos três meses. Para a equipe de análises do banco norte-americano, “um único catalisador pode não provocar uma retração, mas existem várias preocupações e riscos, e as discussões com clientes confirmam que os investidores estão subestimando os reais problemas”. Porém, prevê para os próximos três meses uma redução de 18% no S&P 500, o que provocará queda para o patamar dos 2.400 pontos. Depois haverá recuperação, e o índice vai acabar o ano acima dos 3.000 pontos.

No relatório divulgado nesta segunda-feira, consta que, apesar dos esforços monetários e orçamentais feitos pelos bancos centrais e governos em todo o mundo terem conseguido segurar o impacto da Covid-19, a recuperação econômica vai demorar, e os mercados de ações vão sentir. Além disso, a lentidão do achatamento da curva de contágio do vírus nos Estados Unidos, fora de Nova York, retardará o regresso à atividade normal. Esta falha causará um impacto de 50% nas compras de ações próprias das empresas norte-americanas e aumentará o risco de maiores impostos corporativos e de consumo.

Conclusão: a equipe se mostra pessimista com a previsão dos resultados para o resto desta temporada, que poderão ser os piores de todos os tempos, em termos de queda dos lucros e com os planos de crescimento congelados.

 

Susep fará fiscalização especial no IRB

A Susep instaurou uma Fiscalização Especial para apurar a insuficiência na composição dos ativos garantidores de provisões técnicas, e consequentemente da liquidez regulatória do IRB. Para o Itaú BBA, essa decisão é negativa, pois fará o mercado questionar novamente a governança corporativa da resseguradora, bem como suas práticas contábeis, como foi o caso durante o mandato de sua antiga administração, que deixou a empresa em março deste ano. Apesar de a empresa alegar que não possui nenhum problema de solvência para cobrir provisões técnicas, o banco tentará esclarecer com a administração quais são as próximas etapas do ponto de vista regulatório que, embora esteja parcialmente relacionado aos números de 2020, deve levantar novas questões sobre a agressividade contábil da empresa em relação às demonstrações financeiras do passado. Com a notícia, as ações do IRB caíram 15%. Depois recuperaram e reduziram as perdas para pouco mais 13%.

 

Colômbia não injetará recursos na Avianca

Na manhã desta segunda-feira, o governo colombiano descartou uma injeção de capital na Avianca, mas sinalizou com um possível “crédito extraordinário” para a companhia que, no sábado, entrou com o pedido de proteção contra falência em um tribunal de Nova York, buscando mais tempo para o plano de reestruturação da dívida de US$ 10 bilhões. Para o Bradesco BBI este pedido deve beneficiar a Latam Airlines e a Copa Airlines na região latinoamericana. Além disso, estabeleceram a nota do ADR da Avianca negociado em Nova York como e com preço-alvo de 50 centavos de dólar para o papel em 2020.

 

Ação da Gerdau tem possibilidades limitadas

O Morgan Stanley rebaixou a recomendação para a ação da Gerdau para exposição abaixo da média do mercado, citando como motivo os fatores desfavoráveis na economia brasileira, não na siderúrgica em si, considerada como uma empresa bem dirigida. No pregão desta segunda-feira, as ações da Gerdau caíram mais de 1,5% para R$ 12,80. Para o banco, tais títulos oferecem uma possibilidade limitada de alta, porque a relação risco/recompensa está em 1 por 1 e fixou o preço-alvo em R$ 13,70.

 

Isolamento fez brasileiro comer mais bolachas

As ações da M.Dias Branco subiram mais de 6% no primeiro pregão da semana, pois o lucro do primeiro trimestre aumentou 140,8%, de R$ 56 milhões para R$ 137 milhões e o Ebitda foi para R$ 228,5 milhões, com alta de 103%. A receita líquida subiu 24,3% e chegou a R$ 1,6 bilhão com o crescimento de dois dígitos nos volumes de 27% no de biscoitos, 25% no de bolachas, massas, farinha, margarinas e gorduras, com forte aumento na segunda quinzena de março, quando começou o distanciamento social.

O banco Itaú BBA avaliou como positivos os resultados trimestrais da M. Dias Branco, maior indústria moageira e fabricante de bolachas do país, porém, manteve a nota das ações em média do mercado, com preço-alvo de R$ 39. O banco ressalta que a forte desvalorização do real pode representar um aumento de custos para a empresa mais tarde em 2020, porque o Brasil ainda importa mais de 50% do trigo que consome.

 

Precisava?

O Portal do Bitcoin traz nota sobre um cidadão que pegou os R$ 600 do auxílio emergencial e comprou bitcoins, mas se apavorou e só ganhou R$ 40. Se esperasse mais alguns dias, teria perdido uma boa parte da quantia. Esse cara precisa do auxílio?

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