Gordura

Além de não explicitarem a qualidade dos empregos gerados, os números do Caged precisam sofrer um desconto de cerca de 20% a 25% para se aproximarem da realidade. Essa variação corresponde ao percentual de trabalhadores que, graças à fiscalização do Ministério do Trabalho, passaram da informalidade para a carteira assinada. A boa notícia sobre a ação do órgão não deveria evitar que o ministério separasse nas estatísticas emprego novo da formalização de emprego já existente.

Quem mandou estudar
Antes de comemorar a criação de 1.078.155, milhão de empregos até julho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o presidente Lula deveria se debruçar sobre a qualidade dos postos de trabalho produzidos na sua gestão. O estudo Desemprego estrutural no Brasil no Brasil e anomalia da fuga de cérebros, do economista Marcio Pochmann, mostra dados devastadores sobre o mundo do trabalho que não freqüentam a PTlândia – a ilha da fantasia mostrada no programa eleitoral petista. Segundo Pochamann, enquanto o desemprego no país cresceu, em média, 83,2%, de 1995 a 2004, esse flagelo avançou 290,9%, no mesmo período, entre os brasileiros com 11 a 14 anos estudo.
Além disso, enquanto em 1995 a diferença de salário do trabalhador com nível universitário era de duas a três vezes maior do que o do trabalhador com apenas o ensino primário, em 2004, essa relação desabou para 1,5 vez. Ou seja, de FH a Lula, estudar no Brasil não garante emprego nem bom salário aos brasileiros. O que, por óbvio, não implica repetir o presidente Lula nos seus piores momentos e fazer a apologia das vantagens de não estudar, mas questionar uma política econômica que, ao concentrar a produção do país em bens primários, destina aos brasileiros trabalhos de segunda linha.

Paz e ecologia
ONU, Legião da Boa Vontade e Governo do Estado do Rio de Janeiro iniciam nesta quarta-feira campanha a favor da paz. A partir das 9h, acontece no Centro Educacional da LBV, em Del Castilho, Zona Norte do Rio, a primeira palestra do evento Juventude Pela Paz Ampliando Horizontes, com Carlos dos Santos, diretor do Centro de Informações das Nações Unidas (Unicrio). O encontro dará a partida a uma série de palestras educativas sobre a paz e a consciência ecológica. Em 2006, a ONU atribuiu como tema universal o Ano Internacional do Deserto e Desertificação. Os painéis serão apresentados nas escolas do Rio, pelos voluntários das Nações Unidas, em parceria com a LBV e o governo estadual.

Carioca
A cerimônia de entrega da Medalha Pedro Ernesto e do Título de Cidadão Honorário do Rio de Janeiro ao presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo, que seria realizada nesta segunda, foi adiada para quinta-feira. As comendas serão entregues pelo vereador Fernando Gusmão (PCdoB). Deputado federal há 16 anos, Aldo sempre foi eleito por São Paulo. Foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) e criou a União da Juventude Socialista (UJS).

Bancos e Direito
A Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) promove o II Simpósio Nacional de Direito Bancário – As novas relações entre o Direito e a Economia no Brasil. Uma sinergia de inovação e desenvolvimento. O evento acontece nestas quarta e quinta-feira, no auditório da ADVB, em Porto Alegre. Informações pelo telefone (51) 3022-6808.

Simpatia contra a dureza
Vítima preferencial da política econômica e em processo acelerado de extinção, a classe média apela para o nhoque da fortuna para tentar sair do sufoco. Os crédulos acham que, se puserem uma nota de US$ 1 debaixo do prato da massa todo dia 29 de cada mês, não lhes faltará mais dinheiro. O número de adeptos do ritual cresceu tanto que o movimento nos  restaurantes italianos aumenta 20% nesses dias. O efeito dessa crendice sobre as vidas dos seus seguidores chegou ao palcos cariocas. No próximo dia 2, estréia a peça Nhoque em tempos de crise, de Vitor Hugo Marques, na sede da Cia. de Teatro Contemporâneo, em Botafogo. A peça conta a história de quatro amigos que fazem o balanço de suas vidas após dez anos praticando a simpatia.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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