Parece que o governo alemão está próximo de um acordo para salvar a aérea Lufthansa. “Esperamos uma decisão em breve, mas não posso dar detalhes sobre as discussões em andamento”, disse a chanceler Angela Merkel nesta quarta-feira em entrevista coletiva em Berlim sobre o plano, o que pode levar a uma nacionalização parcial da empresa.
O grupo Lufthansa é dono da companhia aérea com o mesmo nome e possui subsidiárias na Áustria, Suíça e Bélgica. Segundo o semanário alemão Der Spiegel e a rede n-tv, os partidos da coalizão governamental da chanceler chegaram a um acordo sobre o conteúdo do plano de resgate da empresa, que ainda deve aprová-lo.
Acredita-se que o Estado alemão deve nacionalizar parcialmente o grupo, vítima da grave crise no transporte aéreo devido à pandemia de coronavírus. O Estado alemão terá uma minoria de bloqueio de 25% do capital mais uma ação e fornecerá liquidez imediata, dentro de um plano global de cerca de 9 bilhões de euros, segundo o jornal alemão.
O plano tem sido intensamente discutido há semanas, inclusive dentro do governo, composto pelos social-democratas, que têm o Ministério das Finanças em suas mãos, e os conservadores da chanceler.
Em março, a Lufthansa reduziu sua previsão de lucro para 2020 e suspendeu a distribuição de dividendo este ano devido ao impacto do novo coronavírus no negócio. O lucro operacional, antes de resultados extraordinários, recuou 27,5% em 2019, para 2.030 milhões de euros, face a 2018, o que foi justificado pela Lufthansa com a subida dos custos do querosene (combustível para reatores, nomeadamente para aviões), em 600 milhões de euros, e devido ao arrefecimento da economia em alguns países europeus, o que supõe uma margem de lucro de 5,6%.
















