Governo anuncia mais outro reajuste na gasolina, diesel e gás

A Petrobras anunciou hoje um novo aumento nos preços da gasolina, do óleo diesel e do gás de botijão vendidos nas refinarias. A partir de amanhã, a gasolina ficará 4,8% mais cara, ou seja, R$ 0,12 por litro. Com isso, o combustível será vendido às distribuidoras por R$ 2,60 por litro. O óleo diesel terá um aumento de 5%: R$ 0,13 por litro. Com o reajuste, o preço para as distribuidoras passará a ser de R$ 2,71 por litro a partir de amanhã.

Já o gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de botijão ou gás de cozinha, ficará 5,2% mais caro também a partir de amanhã. O preço para as distribuidoras será de R$ 3,05 por quilo (R$ 0,15 mais caro), ou seja R$ 36,69 por 13 kg (ou R$ 1,90 mais caro).

Segundo a Petrobras, seus preços são baseados no valor do produto no mercado internacional e na taxa de câmbio.

“Importante ressaltar também que os valores praticados nas refinarias pela Petrobras são diferentes dos percebidos pelo consumidor final no varejo. Até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis pelas distribuidoras, no caso da gasolina e do diesel, além dos custos e margens das companhias distribuidoras e dos revendedores de combustíveis”, destaca nota divulgada pela empresa.

De acordo com o último Índice de Preços Ticket Log (IPTL), a gasolina apresentou aumento de 5,93% nos preços em fevereiro, se comparado o valor médio por litro com o registrado em janeiro. O combustível foi comercializado no segundo mês do ano a R$ 5,102, 8,65% a mais que em dezembro, quando o preço médio era de R$ 4,696. A alta neste período fez com que, antes da metade de fevereiro, a gasolina já estivesse acima de R$ 5.

“Em 20 estados, o preço do combustível ultrapassou a marca de R$ 5, não registrada nas médias nacionais desde o início da série histórica do IPTL, em 2011. Em janeiro, apenas três estados registravam valores acima desta faixa. Um avanço que está relacionado aos anúncios de aumento dos preços feitos pela Petrobras no período, que por sua vez segue uma política baseada no mercado internacional do petróleo”, destaca Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil.

Desde maio, última vez em que o preço da gasolina apresentou recuo, o valor médio por litro subiu 27,39%. Já o etanol também registrou o nono aumento consecutivo em fevereiro. O preço médio do combustível subiu 3,16% em relação a janeiro, e foi registrado a R$ 3,898 nas bombas. No comparativo com o fechamento de dezembro, o avanço foi de 5,58%.

Entre os estados, o etanol mais caro foi registrado no Rio Grande do Sul, a R$ 4,542. Em São Paulo, o litro médio a R$ 3,228 é o mais barato do País. Ambos os estados já ostentavam tais posições no ranking de preços na primeira quinzena do mês. O maior aumento de fevereiro foi no Pará, de 9,87%, o que levou o combustível a um custo médio de R$ 4,419 por litro.

A gasolina mais cara foi registrada no Acre, com preço médio de R$ 5,484. A mais barata, no Amapá, a R$ 4,601, mesmo após aumento expressivo, de 7,45%. A maior alta do mês, de 9,01%, foi no Amazonas, onde o combustível passou a ser encontrado nas bombas por R$ 4,946 o litro.

No comparativo das regiões brasileiras, todas registraram aumentos acima de 5% para a gasolina. No Sudeste, o menor deles, de 5,73%. Já o preço médio mais barato foi apresentado na Região Sul, de R$ 4,911. O Nordeste teve a gasolina mais cara de fevereiro, a R$ 5,153 o litro médio – muito parecido com o Norte, com preço médio de R$ 5,152.

“Apenas a Região Sul se mantém abaixo da faixa de R$ 5 para o preço médio da gasolina” destaca Pina.

Em relação ao etanol, o maior aumento, de 3,88%, foi registrado na Região Nordeste. Já a Região Norte registrou a menor alta, de 2,60%, mas o preço médio mais caro, de R$ 4,059. O etanol mais barato foi encontrado no Centro-Oeste, por R$ 3,639. “O etanol é 10% mais barato na Região Centro-Oeste, se comparada com a Região Norte, enquanto a gasolina é 5% mais barata no Sul na comparação com o Nordeste”, completa Pina.

 

Com informações da Agência Brasil

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