Governo Covas arrecada mais e diminui verba da Saúde

Levantamento da vereadora Juliana Cardoso (PT) mostra que em três anos prefeito tirou R$ 1,5 bi da pasta.

São Paulo / 21:37 - 6 de mar de 2020

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Embora a arrecadação do município venha aumentando nos últimos três anos, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), reduziu o investimento em saúde pública. Entre 2017 e 2019, deixaram de ser aplicados R$ 1,5 bilhão na saúde, valor suficiente para manter 10 hospitais. Os dados foram levantados pela vereadora Juliana Cardoso (PT) e constam do relatório de prestação de contas da Secretaria Municipal de Saúde. 

Segundo documento, ao qual teve acesso o Jornal Brasil Atual, em 2019 a receita de impostos da cidade foi de R$ 44 bilhões. Já o investimento em saúde foi de R$ 8,5 bilhões, orçamento equivalente a 19,37% da arrecadação. Em 2018, o índice foi 20,75%. E em 2017, 22,17%. 

No último ano da gestão do ex-prefeito Fernando Haddad (PT), o orçamento da saúde foi de R$ 7,6 bilhões, equivalente a 22,75% da arrecadação de impostos daquele ano. 

De acordo com a Constituição, os municípios devem destinar no mínimo 15% da arrecadação de impostos para ações em saúde. Esse percentual não é um limite, podendo o prefeito aumentar o montante destinado. Ou reduzi-lo, prejudicando serviços e o atendimento à população. O R$ 1,5 bilhão retirado da saúde poderia manter o funcionamento de 30 Unidades de Pronto Atendimento (UPA) por 24 horas durante um ano, por exemplo. 

A redução de recursos se reflete em piora de atendimento e fechamento de unidades. O governo Covas tentou fechar 80 centros de saúde, entre Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Assistência Médica Ambulatorial (AMA), em 2018, mas foi impedido pelo Ministério Público. No entanto, oito unidades foram fechadas, como a UBS Jardim Tietê 2, que tinha 40 profissionais e atendia cerca de 20 mil pessoas. 

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