Governo desvia R$ 600 bi do Orçamento para torrar com dívida

Dinheiro vem também da Previdência, que equipe econômica afirma ter déficit.

Decreto publicado no Diário Oficial da União da última sexta-feira autoriza a transferência de R$ 600,056 bilhões dos orçamentos fiscal e da seguridade social da União para cobrir os encargos financeiros e transferências de recursos para estados, municípios e o Distrito Federal.
A medida não combina com o discurso da equipe econômica liderada por Paulo Guedes, que sustenta que a Previdência é deficitária. 
Artigo da coordenadora Nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli, e do economista Rodrigo Ávila, publicado pelo MONITOR MERCANTIL em janeiro, mostrava que do Orçamento Federal para 2019, no montante de R$ 3,262 trilhões, o gasto financeiro com a dívida pública consumirá quase 44%, ou seja, R$ 1,425 trilhão.
O gasto com servidores públicos – ativos e aposentados – consumirá R$ 350,4 bilhões. As despesas com a Previdência Social (INSS) estão previstas para R$ 625 bilhões, bem menos da metade do que será gasto com a dívida.
“Portanto, o rombo das contas públicas está claramente localizado nos gastos financeiros com a chamada dívida pública – que nunca foi auditada, como manda a Constituição – e não nas despesas com pessoal ou Previdência”, explicam os autores do artigo.
Ao tirar recursos da Previdência, o decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, enfraquece a tese de déficit.

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