Governo quer economizar com Microsoft o que poderia ter de graça

Acordo com empresa norte-americana prevê descontos de 22%, no lugar de software livre.

Empresas / 21:21 - 2 de jul de 2020

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A Microsoft assinou com a Secretaria de Governo Digital (SGD) do Ministério da Economia um acordo sobre os preços a serem cobrados do Governo Federal nas licitações de produtos de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). O acerto engloba mais de 2 mil itens da gigante norte-americana, e a expectativa da União é gerar economia mínima de 22,71% nas compras da empresa.

O desconto, porém, pode não representar economia. Durante os governos do Partido dos Trabalhadores, o governo deu prioridade a softwares livres. Além de garantir controle sobre os produtos, evitando ficar dependente de uma empresa estrangeira, na maioria das vezes os programas são gratuitos, havendo despesa apenas na implantação, que pode ser feita por técnicos concursados.

Após o golpe que derrubou a presidente Dilma Rousseff, a orientação mudou. Com Michel Temer começou o abandono do software livre, diretriz que prossegue com Jair Bolsonaro.

Este procedimento faz parte do nosso empenho em otimizar as contratações de soluções de grandes fabricantes de software. É importante também observar que as práticas estão alinhadas com orientações do Tribunal de Contas da União (TCU)”, afirma Luis Felipe Monteiro, secretário de Governo Digital.

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