Governo reduziu preço para o leilão Celg-D

Empresas / 15:20 - 14 de set de 2016

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

Após reduzir em cerca de R$ 1 bilhão o preço mínimo para o leilão da distribuidora goiana Celg-D, o governo federal espera atrair um maior número de interessados para o certame, que deve ocorrer em novembro. A mudança no preço ocorre após tentativa frustrada de realizar o leilão da distribuidora da Eletrobras anteriormente. A Celg-D deverá inaugurar um processo de venda desses ativos da estatal, que detém participação majoritária na empresa de Goiás de 50,93%. "Nossa expectativa é de que agora possamos ter não somente os quatro interessados que haviam acessado o data room, mas também outros que tenham interesse no leilão", disse nesta quarta-feira o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, em conversa com jornalistas. Antes, o leilão havia atraído o interesse de empresas como a norte-americana AES e a Equatorial Energia, entre outras. Em função disso, o Ministério de Minas e Energia solicitou ao BNDES que tomasse as providências necessárias para dar continuidade ao processo. Nesse sentido, o BNDES, responsável pela contratação dos serviços necessários à desestatização, solicitou à International Finance Corporation (IFC), contratada para estruturar a desestatização, a atualização dos serviços de avaliação econômico-financeira, que resultou no novo valor. O governo definiu nesta quarta-feira o novo preço mínimo para a venda da empresa, fixado em R$ 1,792 bilhão, ante os R$ 2,8 bilhões estabelecidos anteriormente. Já o valor de mercado da Celg-D ficou em R$ 4,448 bilhões, incluindo dívidas que um eventual comprador terá que assumir, segundo comunicado da Eletrobras e resolução publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira. Além de definição do novo preço de venda das ações, a Resolução também traz uma alteração na Oferta aos Empregados e Aposentados que diz respeito ao fato de que não haverá prazo mínimo para a permanência com as ações, exclusivamente, para esta categoria, atendendo a um pleito dos próprios funcionários da empresa. O objetivo é estimular a aquisição de maior número de ações pelos interessados, já que permitirá a alienação de sua participação acionária a qualquer momento. Não obstante, a possibilidade de venda das ações ao acionista controlador nas condições anteriormente definidas (preço mínimo do leilão atualizado por IPCA acrescido de remuneração de 8% ao ano) somente será permitida àqueles que adquiriem tais ações no âmbito da Oferta, não sendo extensível a adquirentes posteriores. No intuito de dar maior transparência ao processo será realizada em breve nova audiência pública para apresentar as alterações ora realizadas. O novo edital do leilão da distribuidora goiana deve ser publicado em outubro, com o preço mínimo já anunciado sendo a principal novidade, e a venda deve ocorrer já em novembro, disse o ministro de Minas e Energia. Segundo ele, no caso da distribuidora goiana, não será observado o prazo de cem dias entre edital e leilão, como o governo havia anunciado que seria o padrão daqui por diante, porque os principais termos já são conhecidos pelo mercado, uma vez que já houve uma tentativa de leiloar a empresa.   Outros   Além da Celg-D, o governo prevê vender a partir do segundo semestre de 2017 outras seis distribuidoras de Energia da Eletrobras. Falando sobre outros ativos da Eletrobras que podem ser colocados à venda, além das distribuidoras controladas pelo grupo, o ministro disse que "não está descartada" uma futura venda de participações da holding estatal em grandes usinas, como as do rio Madeira (RO), e Belo Monte (PA), mas sublinhou que isso "não está sendo analisado" no momento. Segundo ele, o que está hoje em análise são vendas de participações em Sociedades de Propósito Específico (SPEs) de negócios de menor porte, como linhas de transmissão e centrais eólicas. "Em outubro vai sair o planejamento da Eletrobras para os próximos cinco anos, e dentro desse plano deve-se ter uma ideia melhor do que vai ser negociado", disse o ministro.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor