Governo tem ganho com juros pela 2ª vez na história

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Dólar (Foto: Marcello Casal Jr./ABr)
Dólar (Foto: Marcello Casal Jr./ABr)

Pela primeira vez no mês de abril, o Governo Federal ganhou mais com juros do que pagou. Em abril deste ano, houve receita líquida R$ 5,711 bilhões. Na série histórica do Banco Central, iniciada em dezembro de 2001, o único mês em que tinha registro de receita líquida era março de 2016 (R$ 648 milhões).

Segundo o BC, o resultado foi provocado pelas operações de swap cambial no período (ganho de R$ 30,4 bilhões em abril). “O Brasil tem uma dívida líquida, ou seja, a dívida é maior que ativos, de forma que o esperado é que o Brasil pague os juros todos os meses. As exceções são muito raras”, explicou o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha.

Em 12 meses, os juros nominais alcançaram R$ 282,7 bilhões (3,68% do PIB). Em abril, o superávit nominal, formado pelo resultado primário e os gastos com juros, ficou em R$ 29,966 bilhões, contra o déficit de R$ 115,820 bilhões em igual mês de 2020. Em 12 meses, houve déficit nominal de R$ 827,224 bilhões, ou 10,76% do PIB.

O setor público consolidado, formado por União, estados e municípios, apresentou superávit primário de R$ 24,255 bilhões no mês passado, o maior resultado positivo para o mês da série histórica do BC, iniciada em dezembro de 2001. O resultado primário não considera o pagamento de juros da dívida pública.

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No mês passado, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) apresentou superávit primário de R$ 16,265 bilhões. Os governos estaduais também contribuíram para o resultado positivo no mês passado e registraram superávit de R$ 5,528 bilhões. Os governos municipais apresentaram saldo positivo de R$ 1,444 bilhão.

As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, tiveram superávit primário de R$ 1,019 bilhão no mês passado.

Em 12 meses, encerrados em abril, as contas acumulam déficit primário de R$ 544,526 bilhões, o que corresponde a 7,08% do Produto Interno Bruto. Em dezembro, essa porcentagem era de 9,44% (R$ 702,950 bilhões), devido aos déficits causados pela pandemia.

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