Grande ausente

O que mais chama a atenção nas sessões do Congresso Nacional que tratam do projeto que estabelece cotas, sociais e raciais, é a absoluta ausência de debates sobre o papel da educação universitária. Nas discussões públicas, predominam declarações de boas intenções, demagogia, paliativos, desconhecimento da nossa formação histórica, entre outros aspectos. Praticamente nada, porém, foi dito sobre a função da universidade num país periférico para estimular o pensamento crítico e formar os melhores quadros da nação. Como a universidade não é espaço para fazer políticas de compensação social das lastimáveis condições do ensino de  base e o conhecimento é processo cumulativo, a adoção de cotas, seja qual for o seu caráter, serve para mascar a ausência de uma política educacional do país e, et por cause, rebaixar o terceiro grau a uma mera questão de pendurar um canudo na parede.

Faltam projetos
José Luis Alquéres, ex-presidente e ex-diretor de Planejamento da Eletrobrás, responsável por vários planos de expansão do setor elétrico, lamentou que faltem projetos de hidrelétricas. Alquéres, que foi coordenador do GCPS, grupo que coordenava o planejamento do sistema energético do país inteiro, afirmou que a predominância de termelétricas coloca em viés de alta as tarifas de energia brasileiras.

Bônus
Grandes grupos multinacionais que atuam em áreas sob concessão, como energia elétrica, estão pressionando o governo por reajustes de tarifas, alegando perdas com o câmbio. Na realidade, esses grupos tiveram pesados prejuízos com derivativos, aqui e no exterior, e querem agora ser compensados pela sua má gestão.

Milionário ainda que tardio
Três dias após tornar-se o único vencedor do teste 1.056 da Mega-Sena, um sortudo brasiliense apresentou-se, enfim, quarta-feira, a uma agência da Caixa Econômica Federal para receber o prêmio de R$ 1,8 milhão. Nesse período, deixou de receber rendimentos de um salário mínimo por cada dia que o dinheiro deixou de ser aplicado: “Quando descobri que estava milionário, fiquei em êxtase. Tive de conferir o bilhete diversas vezes para ter certeza que eu era o dono daquela bolada. Só depois de ter certeza é que contei à minha mãe”, comemorou o ganhador, que é servidor público federal e um apostador recorrente das loterias da Caixa.
A demora para buscar o dinheiro não é exclusividade dele, como registrou esta coluna quarta-feira.

Ainda não-milionários
Já os dois vencedores do concurso 1055 da Mega-Sena, sorteado dia 11, também relato aqui na coluna, ainda não procuraram a Caixa para receber o prêmio. Cada um tem direito a R$ 5,2 milhões e, até quarta-feira, já tinham deixado de receber cerca de R$ 11 mil, relativos apenas aos rendimentos do prêmio por aplicações não realizadas. A Caixa informa que, para conferir o bilhete, basta acessar o site: www.caixa.gov.br/loterias.

Rainha da Inglaterra
Pessoas interessadas em aproveitar o direito à portabilidade do número do aparelho que acessam os sites das operadores de celular para pesquisarem sobre os planos oferecidos ficam mais confusos do que esclarecidos. Não se sabe se para esconder suas estratégias das concorrentes, por desrespeito aos consumidores, ou por um misto das duas coisas, as operadoras não apenas não informam claramente os preços dos seus planos, como, quem consegue a proeza de localizar o telefone do atendimento, recebe, não raro, informações erradas. E as empresas ainda repetem o mito de que o consumidor é rei.

Por causa do telefone
Que as relações entre consumidores e funcionários de operadores de celular estão longe de serem leves é uma realidade recorrente desde a privatização do setor. Mas, num dos principais shoppings da Zona Sul do Rio de Janeiro, elas chegaram às vias de fato. Insatisfeito com o tratamento recebido, um cliente saiu no tapa com um funcionário estressado de uma operadora que opera no shopping.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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