Grande irmão

     
          Autor do livro The Filter Bubble, presidente do conselho da MoveOn e membro-sênior do Instituto Roosevelt, Eli Pariser alerta que a dependência das ferramentas de busca personalizada pode estreitar nossa visão de mundo. Para Pariser, com as empresas que oferecem esses tipos de serviço buscando adequar os resultados de pesquisa a nossos gostos pessoais, acabamos não tendo acesso a informações que poderiam desafiar ou ampliar nossa compreensão: “São os filtros-bolha, que funcionam como um vidro através do qual vemos o mundo. Cada vez mais recebemos apenas os resultados de pesquisa que os algoritmos de busca determinam, baseados no que pensam ser o que queremos”, alerta Pariser.

Patrulhamento
Pariser conta que teve sua atenção despertada para a questão ao ouvir uma entrevista com o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, em que este asseverou que, do ponto de vista do interesse mais imediato, uma notícia sobre a morte de um esquilo em seu quintal pode ser mais relevante do que a informação sobre pessoas morrendo de fome na África. Pariser, porém, alerta que essa visão não se restringe ao Facebook, que, sem consultá-lo, excluiu da sua lista de “amigos” pessoas de perfil conservador, após constatar que ele clicava mais em links de seus “amigos” progressistas.

Eles decidem
Para testar o nível de personalização dos mecanismos de busca e como eles podem restringir nossa visão de mundo, Pariser pediu a um grupo de amigos que clicasse, simultaneamente, no Google, a palavra “Egito”. O resultado foi que os links que apareceram para cada internauta foi extremamente variado, conforme o Google classificava seus perfis. Na busca de um dos seus amigos, por exemplo, não havia uma só referência às gigantescas manifestações no Egito contra o ditador Hosni Mubarak, embora aquele fosse o principal assunto do dia no noticiário internacional. Nos resultados de outro amigo pipocaram referências aos protestos.

Aplausos
As medidas adotadas pelo Governo Dilma para dar competitividade à indústria nacional são importantes para se ter conteúdo local e o desenvolvimento da cadeia produtiva naval, opinou o presidente do sindicato da indústria do setor (Sinaval), Ariovaldo Rocha. “Mais uma vez o governo se empenha para que o segmento possa se desenvolver”.
Quanto ao preço do aço para indústria naval, Rocha admitiu que o produto no Brasil ainda tem valor superior ao praticado pelo mercado internacional. No entanto, fez questão de frisar que a tendência é de queda no curto prazo, para se igualar ao mercado externo.

Sinal verde
Uma economia de R$ 20 milhões em cinco anos para a Prefeitura de Niterói em gasto de energia e manutenção do sistema de sinais é o que se espera da substituição das lâmpadas dos sinais da antiga capital fluminense por lâmpadas LED. Este modelo gera uma economia média no consumo de energia de 84,33 %. A troca será bancada pela distribuidora de energia Ampla – ou melhor, pelos consumidores, já que as concessionárias são obrigadas a investir em programas de eficiência, custo embutido nas contas de luz.

Regin
Carlos de La Rocque, presidente da Jucerja, faz palestra nesta sexta, às 9h, na Fecomércio RJ (no Flamengo), sobre o Regin (sistema de abertura de empresas no estado através da internet).

Nas bocas
Surpresa não é o ex-ministro Nelson Jobim – um dos peemedebistas mais tucanos – ter votado em José Serra para presidente contra Dilma Housseff. Surpreendente é se, tendo apoiado o candidato derrotado, Jobim recusasse o convite para fazer parte do governo da vencedora do pleito.

Umbigo
Espera-se apenas que, conhecido por sua egolatria, Jobim não atribua a queda das bolsas mundiais, que na Bovespa chegou a 5,72%, a sua saída do governo.
     
     

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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