Grande jogada

Um comparativo explicita as prioridades da administração Sérgio Cabral (PMDB): o R$ 1 bilhão por enquanto previsto para ser gasto na terceira reforma do Maracanã nos últimos dez anos corresponde a 1 milhão de vezes o valor do salário líquido, de R$ 900, dos bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, que protestam por melhores salários e condições de trabalho.

Acabou a caixa preta
Organizações não governamentais (ONG), organizações sociais e afins que recebam recursos públicos fluminenses terão que divulgar esses repasses bimestralmente em seus sites. É o que determina a Lei 5.981/11, do Rio de Janeiro.

Torneiras
As obras para implantação do sistema de abastecimento de água de Inoã e Itaipuaçu, distritos de Maricá, na Região dos Lagos, começam nesta terça-feira. O presidente da companhia de abastecimento (Cedae), Wagner Victer, destaca que é o maior conjunto de obras da história do município, orçado em R$ 70 milhões. O empreendimento faz parte das melhorias do abastecimento do entorno do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Ética
A International Coach Federation (Regional São Paulo) realiza no próximo dia 15 a palestra Ética e Coaching, com apoio do Senac-SP. Os interessados devem se inscrever pelo site icfsp.wordpress.com

Prevenção
A experiência do Rio de Janeiro com os desastres provocados pelas chuvas leva o presidente do Serviço Geológico do Estado (DRM-RJ), Flavio Erthal, à Câmara dos Deputados, nesta terça-feira, para participar de audiência pública da Comissão Especial Medidas Preventivas Diante de Catástrofes Climáticas.

Hímen
A questão, agora, não é mais saber quando o ministro Antonio Palocci deixará o governo, mas qual a nova investida dos conservadores sobre a presidente Dilma, para arrancar novas concessões. A lição que fica para a presidente é perceber que, em lugar de terem o apetite aplacado, os rentistas tupiniquins e internacionais, a cada benesse recebida, se mostram ainda mais insaciáveis.

Jasmim
A JLT acaba de atualizar o seu tradicional World Risk Review, com o adendo do risco político com as mudanças em curso no Oriente Médio e Norte da África. Mais do que os óbvios aumentos nos ratings dos países da região, chama a atenção como a Líbia estava bem comportada antes de ser atacada pela Otan. Numa escala de 1 a 10 (onde 1 é o risco mais baixo), o país de Muamar Kadafi tinha, em 2010, notas melhores – do ponto de vista dos investidores e seguradores ocidentais – do que Egito ou Iêmen para quesitos como “Risco econômico”, “Expropriação” e “Quebra de contratos”. O risco de quebra de contrato, na visão da JLT, era similar ao da Arábia Saudita, feroz defensor do Ocidente na conturbada região.
Com a revisão, o rating da Líbia, especialmente, e também o do Egito, Baharen e Iêmen foram lançados às alturas. Nem a Arábia Saudita escapou: a possibilidade de greves e manifestações públicas ganhou nota 5.

Sangue
A clara redução no ritmo de crescimento do Brasil não satisfez os economistas encastelados nos meios de comunicação conservadores: eles querem que se pise no freio com mais força.

A voz do povo
Comentário de um internauta após as declarações de economistas num site conservador: “Bem, se algum dos meus filhos me disser que quer ser economista, vou trabalhar, vou tentar mudar a sua cabeça para que seja comentarista esportivo! Pelo menos as asneiras que ele disser na imprensa poderão ser divertidas…”

Deliquente?
É preciso ser um governante muito descolado dos interesses dos cariocas para chamar os bombeiros, como fez o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), de “delinquentes”.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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