Grandes empresas tecnológicas geram perda fiscal de US$ 2,8 bi

Valor sonegado poderia pagar por 729,1 mil enfermeiras, 770,64 mil parteiras ou 879,89 mil professores a cada ano em 20 países.

Informática / 22:26 - 26 de out de 2020

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Pesquisa da ActionAid International divulgada nesta segunda-feira feita em 20 países em desenvolvimento revela que eles podem estar perdendo até US$ 2,8 bilhões (R$ 15,7 bilhões) em receitas fiscais do Facebook, Alphabet Inc. (controladora do Google) e da Microsoft devido a regras tributárias globais injustas. Segundo a pesquisa, esse valor sonegado poderia pagar por 729,1 mil enfermeiras, 770,64mil parteiras ou 879,89mil professores primários a cada ano em 20 países da África, Ásia e América do Sul.

Brasil, Índia, Indonésia, Nigéria e Bangladesh são os mercados estudados com as maiores “lacunas fiscais” dessas três empresas. Os impostos potenciais gerados somente por essas 3 Big Techs poderiam resolver a escassez estimada da Organização Mundial da Saúde (OMS) de mais de 1,7 milhão de enfermeiras nesses países em apenas três anos. A pesquisa foi divulgada porque o processo de reforma tributária das empresas comandado pelo G20 e liderado pela OCDE não conseguiu cumprir o prazo original em meio a desafios políticos e técnicos.

“O mundo precisa desesperadamente de um acordo tributário global que garanta que as empresas sejam tributadas de acordo com sua presença econômica real. Os países em desenvolvimento oferecem novos mercados às empresas de tecnologia, maior reconhecimento da marca global e bilhões de dados de novos usuários, que se traduzem em crescimento contínuo da receita”, afirma a ONG.

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