Greve dos petroleiros se amplia, diz a FUP

Segundo a entidade dos petroleiros, a greve nacional já atinge 8 refinarias, além de plataformas e outras unidades da Petrobras.

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Refinaria Alberto Pasqualini - Refap - à noite
Refinaria Alberto Pasqualini - Refap (foto Ag Petrobras)

O segundo dia da greve nacional no Sistema Petrobras registrou a adesão de novas unidades. Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), somaram-se ao movimento nesta terça-feira os trabalhadores da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul, que cortaram a rendição do turno, às 7h.

No Ceará, a categoria também aderiu à greve, com a entrada da Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor), da Termoceará e do terminal de Macuripe no movimento, de acordo com o balanço da entidade dos petroleiros.

A greve nas bases operacionais da FUP atinge 8 refinarias, 24 plataformas, 10 unidades da Transpetro, 4 termelétricas, 2 usinas de biodiesel, além dos campos terrestres da Bahia, da Unidade de Tratamento de Gás de Cabiúnas (UTGCAB) e da Estação de Compressão de Paulínia (TBG), segundo comunicado da FUP atualizado às 17h.

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No Rio Grande do Norte, os trabalhadores da Usina Termelétrica do Vale do Açu aderiram à greve, assim como os médicos do setor de Saúde, Meio Ambiente e Segurança (SMS) da Petrobras. Houve ainda o reforço na Bahia dos petroleiros e petroleiras da Usina de Biodiesel de Candeias e de diversas unidades da Bacia de Campos, onde já são 22 plataformas entregues às equipes de contingência.

O movimento segue por tempo indeterminado em todo o Brasil, enquanto os petroleiros esperam que a direção da Petrobras apresente uma nova contraproposta de Acordo Coletivo de Trabalho que atenda aos três eixos de reivindicações da categoria petroleira: distribuição justa da riqueza gerada, fim dos equacionamentos da Petros e reconhecimento da Pauta pelo Brasil Soberano, com suspensão das privatizações, dos desimplantes e das demissões no E&P.

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