Greve na França vai seguir por tempo indeterminado

Setores mais afetados são os da educação e dos transportes.

Internacional / 23:11 - 6 de dez de 2019

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Os sindicatos franceses decidiram, nesta sexta-feira, prolongar por tempo indeterminado a greve em protesto contra a reforma da lei de pensões. Os setores mais afetados são os da educação e dos transportes.

A greve nos transportes é anunciada pelo menos até a próxima segunda-feira. Os sindicatos convocam para a terça-feira uma nova jornada de mobilização nacional. A expectativa de algumas centrais sindicais é que a mobilização seja superior à registrada na quinta-feira, quando cerca de 1,5 milhão de manifestantes foram às ruas.

No segundo dia de greve contra a reforma da Previdência desejada pelo presidente Emmanuel Macron, nove das 14 linhas do metrô de Paris continuaram completamente paralisadas, três funcionaram parcialmente e apenas as duas linhas automáticas circularam normalmente. O serviço de ônibus foi a alternativa para os parisienses que tentaram ir ao trabalho. Mas várias linhas foram afetadas pelo movimento e os ônibus estavam lotados. A região parisiense registrou 350 km de congestionamentos na manhã desta sexta-feira. O tráfego ferroviário e aéreo permanece afetado, assim como o funcionamento de creches, escolas e hospitais da rede pública.

O primeiro-ministro Edouard Philippe declarou que irá anunciar o projeto definitivo da reforma da Previdência na semana que vem. Mas os líderes dos principais sindicatos do país devem realizar novas ações até lá.

Os grevistas temem que a reforma diminua o valor das pensões. O novo dispositivo pretende adotar um sistema de pontos que equilibre as aposentadorias de acordo com os salários ao longo de toda a carreira, e não apenas nos melhores anos, como ocorre atualmente. O sistema universal proposto pelo governo acaba com a distinção entre regime público e privado.

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