Gripe neoliberal

Até 1998, o México era o único país ibero-americano que produzia o ciclo completo de todas as vacinas utilizadas no Programa Nacional de Imunização, por meio da Gerência Geral de Biológicos e Reagentes (GGBR). A crise mexicana deixou o órgão sem recursos, o que facilitou a aprovação da proposta do governo neoliberal de transformar a GGBR em uma entidade mista, com 51% de capital público e 49% de capital privado. Como resultado de ver o laboratório funcionar como uma “eficiente” empresa privada, hoje o México produz somente duas das 12 vacinas do sistema básico de vacinação, informa Ángel Palacios Zea, de Guadalajara, para o boletim eletrônico Resenha Estratégica.

Compromisso
O presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-RJ), Paulo Passarinho, concorda com os economistas que defendem a extinção das Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), o que viabilizaria a desvinculação da taxa básica de juros (Selic) da política monetária, evitando que a dívida pública aumente a cada repique inflacionário, mas ressalva: “Não creio que o governo faça isso. Está muito claro que mudar o modelo significaria romper o compromisso político assumido com os beneficiários da abertura radical das finanças, do comércio e da produção”, criticou.

Padrão mundial
O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) aprovou mais cinco mudanças técnicas que serão utilizadas a partir de 1º de janeiro de 2010, quando entrarão em vigor as Normas Internacionais de Contabilidade. Até o mês de setembro a intenção é aprovar cerca de 30 pronunciamentos contábeis. Segundo Edison Arisa Pereira, coordenador técnico do CPC, “a intenção é uniformizar a linguagem contábil”. Integram o CPC representantes do Conselho Federal de Contabilidade, da Abrasca,  da BM&Fbovespa, da Receita Federal e da Febraban, entre outros.

Sommeliers, uni-vos!
Produtores, conselhos, federações e sindicatos da região da Provence estão de taça em pé contra a proposta em discussão na Europa que permite a mistura de vinho branco e vinho tinto na produção de rosés. Para os insurgentes, caso seja aprovada, a lei colocaria em risco o verdadeiro rosé. Provence é a única região no mundo a possuir um Centro de Pesquisas e Experimentação dedicado exclusivamente aos rosados. Herdeira de uma tradição secular, Provence orgulha-se de produzir rosés secos, de cores claras e sensuais, com complexidade aromática e boa estrutura. Nos últimos anos, o consumo de rosados tem crescido em todo o mundo, já representando 24% do mercado francês.

Educação ampla
Propiciar a profissionais da área educacional o debate da importância de agregar aos conceitos pedagógicos valores éticos, morais e espirituais é o objetivo do 7º Congresso Internacional de Educação da LBV, com o tema “Educar: um olhar eclético”. O evento ocorre dias 29 e 30 de junho e 1 de julho. Mais informações pelos telefones (11) 3225-4590 e (11) 3361-6078 ou o em www.boavontade.com/pedagogia/congresso

Santos S/A
Com o objetivo de aumentar a exposição de sua marca em todo o país e divulgar as ações de marketing do clube para gerar novas fontes de receita, o Santos Futebol Clube fechou acordo com a Eleven Press Assessoria, núcleo de comunicação corporativa da agência de comunicação e conteúdo MBPress, de São Paulo. A empresa prestará assessoria de imprensa para editorias de marketing e negócios. Segundo o diretor de Marketing do Santos, José Geraldo Gomes Barbosa, a intenção é mostrar que o futebol é uma excelente vitrine para exposição de grifes, e o Santos, um dos melhores produtos do mercado brasileiro: “Somos uma marca de peso mundial à qual grandes empresas se associam, fato que comprova a tradição do clube em fazer bons negócios na área do marketing”, afirma.

Pensamento único
As estranhas celebrações que se seguiram à confirmação de que o Brasil entrou em recessão no primeiro trimestre reafirmou a heterodoxa aliança entre financistas e militantes petistas, inclusive da área acadêmica. Separados por questões variadas, unem-se na defesa do mesmo modelo econômico, que garante aos primeiros o maior programa mundial de concentração de renda, o Bolsa Juros, que pagou, apenas em 2008, R$ 160 bilhões aos detentores de títulos públicos. Já aos segundos, sob o álibi da “governabilidade”, cabem as benesses concedidas aos que defendem os interesses da plutocracia.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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