‘Gripezinha’ já matou 11 mil só na Itália e Espanha

Espanha registrou um salto de 738 mortes nesta quarta-feira, superando o total de óbitos da Cnina pela doença.

Internacional / 23:33 - 25 de mar de 2020

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Classificada de “resfriadinho” ou “gripezinha” pelo presidente Jair Bolsonaro, o total de mortes do surto de coronavírus na Itália subiu 683 e chegou a 7.503, disse a Agência de Proteção Civil nesta quarta-feira, uma queda na contagem diária de mortes após um aumento no dia anterior.

Na terça-feira, 743 pessoas morreram; na segunda-feira, foram 602; no domingo, foram 650, e o sábado teve o recorde de 793 – a maior quantidade de óbitos diários desde que o contágio veio à tona no dia 21 de fevereiro.

O número total de casos confirmados no país subiu dos 69.176 anteriores para 74.386, segundo a Agência de Proteção Civil.

A Espanha registrou um salto de 738 mortes por coronavírus nesta quarta-feira, superando o total de óbitos em decorrência da doença na China, onde se originou, enquanto o país luta para lidar com o número crescente de infecções.

Com 3.434 mortes, a Espanha agora tem o segundo maior número de mortes no mundo, depois dos 7.503 da Itália. Uma pista de patinação em Madri foi transformada em um necrotério improvisado, e dezenas de mortes estão sendo registradas em lares de idosos em todo o país.

Profissionais de saúde da Espanha, que respondem por milhares dos infectados, entraram com ações judiciais contra o governo, queixando-se da falta de equipamentos básicos de proteção, como máscaras, jalecos e luvas.

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