Guedes e Campos Neto monitorados pelo mercado em reunião do FMI

Novos dados de inflação dos EUA são aguardados por investidores ao redor do mundo, com futuros de NY em alta e Europa sem direção única.

Nesta quarta-feira, volta de feriado, a agenda está fraca no Brasil, dessa forma os investidores monitoram as participações do ministro da economia, Paulo Guedes, e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, na reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI). Há expectativas em relação à votação pela Câmara do Projeto de Lei sobre o ICMS dos combustíveis, espera-se que seja votada hoje no Congresso. Também é esperado um parecer do deputado Marcelo Aro (PHS-MG), que é o relator da Medida Provisória que cria o Auxílio Brasil. Na Bolsa, os ativos financeiros devem se ajustar na reabertura pós feriado local. Também é esperado que as revisões de projeções do FMI para a inflação e a redução das estimativas para o crescimento neste ano impactem no mercado local. Com o dólar tendo fechado no maior valor desde abril na segunda-feira e o fechamento em alta no dia de ontem em Nova Iorque, a tendência é que no dia de hoje ele oscile mais próximo à estabilidade. Os juros futuros devem ser menos pressionados, uma que vez que houve queda nos rendimentos dos treasuries. No dia de ontem, o ministro da Economia Paulo Guedes, afirmou que a alta dos preços acontece em todo o mundo, e que no Brasil, metade das taxas são explicadas pela alta nos valores dos alimentos e da energia. O contrato futuro de índice Bovespa com vencimento para dezembro de 2021 era negociado em leve alta de 0,05% às 9h04, enquanto o dólar comercial era negociado em queda de 0,12% neste mesmo horário.

No cenário internacional, temos os mercados aguardando o CPI de setembro dos EUA, bem como os resultados trimestrais do banco JP Morgan e da gestora Blackrock, que dão início à temporada de resultados nos EUA, além da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve. Em Nova Iorque os índices futuros operam em alta, após modestas perdas no dia de ontem. Já na Europa os mercados negociam sem direção única. O cenário de expectativas em relação à inflação do Consumidor (CPI) dos EUA, o a queda dos juros dos treasuries, a ata da última reunião de política monetária do Fed e a temporada de balanços corporativos dos EUA são o foco das atenções dos investidores, que ajustam suas posições. Às 7h20, no mercado futuro, o Dow Jones subia 0,18%, o S&P 500 ganhava 0,28% e o Nasdaq avançava 0,55%. O juro da T-Note de dois anos subia a 0,350%, ante US$ 0,345% no fim da tarde de ontem; o da T-note de 10 anos recuava a 1,563%, ante 1,569%; e o do T-bond de 30 anos caía a 2,068%, ante 2,087%. O índice DXY cedia 0,27%, a 94,265 pontos, enquanto o euro subia a US$ 1,1565, de US$ 1,1535, e a libra avançava a US$ 1,3644, ante US$ 1,3590 no fim da tarde anterior. Na Ásia as Bolsas fecharam também sem direção única, com a divulgação de fortes dados chineses sobre exportação, e mercado também aguardando pelos dados de inflação dos EUA e da China. A Bolsa de Xangai subiu 0,42%. Mas no Japão, o índice Nikkei caiu 0,32%, enquanto o sul-coreano Kospi se valorizou 0,96% em Seul. Em Hong Kong o alerta de tufão cancelou o pregão desta quarta-feira. Na Oceania, o S&P/ASX 200 fechou em leve baixa de 0,11% em Sydney. Às 7h22, o dólar estava a 113,56, ante 113,58 ienes no fim da tarde de ontem. Os contratos futuros do petróleo operam em leve queda nesta manhã, com o relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) sobre o mercado da commodity e a pesquisa semanal do American Petroleum Institute (API) sobre os estoques dos EUA sendo aguardados pelos investidores. Às 7h22, o barril do petróleo WTI para novembro caía 0,73% na Nymex, a US$ 80,04, enquanto o do Brent para dezembro recuava 0,79% na ICE, a US$ 82,77.

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Yuri Pasini

Trader Mesa Câmbio do Travelex Bank

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