Guedes tem saudades da inflação de 1.764,83% ao ano

O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu políticas de liberalização econômica e pediu paciência para que as reformas comecem a mostrar resultado na recuperação do país. Em sua fala, Guedes afirmou que os últimos 30 anos de social-democracia levaram o Brasil de uma economia dinâmica à estagnação.
Trinta anos atrás, em 1989, o país terminava a chamada Década Perdida, em que a alta média anual do Produto Interno Bruto (PIB) foi de 1,6%. O ano também marcou a inflação mais elevada da história brasileira. O índice acumulado de 1989 atingiu o patamar de 1.764,83%.
A economia não era dinâmica e foi à estagnação, como afirmou o ministro. Ao contrário, nos primeiros 15 anos do século XXI, o país cresceu mais do que as demais nações, com poucas exceções, como a China. Em 2002, o Brasil era a 12ª maior economia do mundo. Chegou a ser a sexta, em 2014.
Guedes insiste que precisa de mais tempo. “Dê um ano ou dois, dê uma chance de um governo de quatro anos para a liberal-democracia”, disse durante um seminário sobre a Medida Provi-sória da Liberdade Econômica (MP 811/2019) no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.
A economia já segue os ditames que o ministro chama de liberais desde 2015. E desde 2016, os integrantes da atual equipe econômica já faziam do governo. A política implementada levou a média anual do PIB para 1,1%, inferior, portanto, à da Década Perdida. E o Brasil caiu entre seus pares no mundo. A economia, que chegara a ser a sexta maior, agora é a oitava.
“Espera quatro anos, vamos ver se melhora um pouco, nos deem chance de trabalhar também”, afirmou Guedes. Nesta segunda, o Banco Central antecipou que o PIB no segundo trimestre de 2019 caiu uma vez mais. Se o IBGE, que faz o cálculo oficial, confirmar, o Brasil terá entrado em recessão técnica.
 

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