A agência Bloomberg informou nesta quinta-feira que a China suspendeu as compras de soja dos Estados Unidos em meio à escalada da guerra comercial entre os dois países. Caso essa decisão seja confirmada oficialmente, ela abre portas para o aumento da exportação de soja brasileira. Essa é a análise de Lucas Costa Beber, produtor agrícola e diretor da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Mato Grosso (Aprosoja), em entrevista concedida à Sputnik Brasil.
Beber acredita, inclusive, que essa seria uma grande oportunidade para o Brasil se tornar o maior exportador de soja do mundo.“Já somos o maior produtor mundial e com certeza vamos nos consolidar como maior exportador do mundo”, disse.
Segundo os dados oficiais, a China comprou 13 milhões toneladas de soja desde dezembro, quando foi acordada uma trégua temporária entre o país e os EUA e estes decidiram adiar o aumento para 25% das tarifas aplicadas aos produtos chineses.
Para Lucas Beber, o Brasil é o país que detém a maior tecnologia de produção de soja. “Nós temos a pesquisa ao nosso favor. De norte a sul do país nós temos potencial de grandes médias de soja”, destacou.
Entretanto, ele também destacou que existem pontos negativos que podem atrapalhar o sucesso da soja brasileira no mercado chinês.
“Um dado negativo é que o nosso validador de preços é a bolsa de Chicago e, como os negócios acontecem lá, e tem ocorrido pouca compra da soja americana na bolsa de Chicago, isso acaba atrapalhando no preço que é originado na bolsa de valores”, disse.
Em geral, desde o início da guerra comercial entre China e EUA, as exportações de soja brasileira para os chineses cresceram mais de 50%, justificando assim o otimismo do diretor da Aprosoja.
















