Estrategista da eleição de Donald Trump, guru da família Bolsonaro, Steve Bannon foi preso nesta quinta-feira acusado de fraudar cerca de 500 mil doadores por meio de sua campanha para construção do muro na fronteira do México com os Estados Unidos. Após audiência no tribunal, foi fixada fiança de US$ 5 milhões, e o ideólogo mais conhecido da extrema-direita deixou a prisão.
Bannon foi detido a bordo de um iate de 150 pés avaliado em US$ 28 milhões pertencente ao bilionário chinês Guo Wengui, que se refugiou nos EUA após ser acusado de corrupção, suborno, sequestro e lavagem de dinheiro pelo Governo da China.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente brasileiro, tem em Bannon um guru. O filho 03 foi nomeado representante na América Latina do The Movement (O Movimento), criado pelo direitista norte-americano.
Bannon é mais que um guru. A forma de atuação da extrema-direita no Brasil, especialmente a família Bolsonaro, indicam que ele é o estrategista por trás da política de destruição das instituições e confronto permanente empreendida pelo presidente brasileiro.
Em março de 2019, Bannon foi a estrela de um jantar oferecido por Jair Bolsonaro na residência do embaixador do Brasil em Washington, Sergio Amaral, acompanhado por Eduardo, pelo chanceler Ernesto Araújo e pelo escritor de direita Olavo de Carvalho.
Mais um fato liga Bannon aos Bolsonaro: foi preso por um esquema que pode ser considerado uma “rachadona”, ao desviar para financiar gastos pessoais, via laranjas, parte dos US$ 25 milhões que ajudou a arrecadar com a campanha para construir o muro para isolar os mexicanos. Ironia, acabou isolado em uma cela do tribunal.
















