O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, nesta segunda-feira, que o Brasil tem uma “caixa-preta” de R$ 800 bilhões em renúncias fiscais. Haddad participou do evento Nova Indústria Brasil, no Rio de Janeiro.
“Ao invés de oferecer uma alíquota média de tributos menor para todo mundo, a gente resolve escolher os campeões nacionais que levam o grosso do Orçamento. Aquele que paga imposto fica prejudicado por aquele que fez do lobby a sua profissão de fé”, disse.
O ministro afirmou ainda que a reforma tributária, aprovada recentemente no Congresso Nacional, terá efeitos extraordinários sobre o ambiente de negócios no país.
“Começando pelo fato de que a desoneração do investimento vai ser de 100%, A desoneração da exportação vai ser de 100%, a guerra fiscal vai acabar entre os estados, inclusive a guerra fiscal dos estados com a União também vai acabar, em benefício do bom empresário”.
Em seu discurso, Haddad afirmou que a carga tributária do país hoje é menor que há dez anos. “Temos desafios a enfrentar, sobretudo em relação ao equilíbrio orçamentário”, disse o ministro, ressaltando que o atual governo federal assumiu, em 2023, com um déficit primário estrutural de 2%.
“Com apoio de parte do Congresso, estamos conseguindo avançar no sentido de estabilizar o Orçamento e criar as condições macroeconômicas para a indústria voltar a se desenvolver”, afirmou Haddad.
Agência Brasil
Leia também:
-
Copa deve injetar fôlego no varejo alimentar após meses de retração
Sete em 10 brasileiros farão compras em supermercados para os jogos; tíquete médio das classes A/B pode chegar a R$ 784
-
Desemprego entre mulheres negras jovens chega a 24,7%
Grupo registra os piores indicadores de renda e formalidade, aponta estudo
-
Regulamentação da Aneel prejudica alguns usos de baterias, diz Absolar
Diretrizes para leilão de baterias colocam Brasil na direção certa, diz Absolar, mas definição de dupla cobrança sobre críticas.
-
Quem renuncia à indústria naval renuncia a parte da soberania
Indústria naval brasileira rebate crítica ‘caricatural’ e ensina que Estados apoiam o setor por saberem que é fundamental à soberania.
-
Maioria dos bares e restaurantes espera faturar até 20% a mais com Copa
Entre os estabelecimentos que vão transmitir os jogos, 59% planejam exibir também partidas de outras Seleções
-
Bloqueio no orçamento em agências reguladoras ameaça investimentos em infraestrutura
Para o advogado Fernando Vernalha, redução de 18% no orçamento das agências precariza a fiscalização e pode desacelerar concessões e PPPs.























