O diretor-geral da Polícia Nacional do Haiti (PNH), Léon Charles, informou nesta quarta-feira que outras duas pessoas foram presas no âmbito da investigação do assassinato do presidente Jovenel Moïse, perpetrado em 7 de julho, e agora o número de presos sobe para 23.
O oficial revelou que investigadores da Direção Central da Polícia Judiciária (DCPJ) detiveram Reynaldo Corvington e Gilbert Dragon.
O primeiro deles é dono de uma empresa de segurança. Em busca de sua casa, foram encontrados oito fuzis de 12 milímetros (incluindo três automáticos), uma carabina M1, um fuzil AR-15 e nove pistolas, entre outros suprimentos.
De acordo com a PNH, Dragon era supostamente responsável pelo aluguel de veículos e pela coordenação de encontros com os mercenários colombianos.
O relatório da polícia afirma que eles confiscaram um rifle AR-15, duas pistolas de 9 milímetros, dois coletes à prova de balas e vários cartuchos de 12 milímetros.
Charles também revelou que medidas cautelares foram tomadas contra 24 agentes do esquema de segurança de Moïse e outros quatro foram colocados em isolamento.
Acrescentou que os 23 detidos (18 colombianos e cinco haitiano-americanos) são constantemente entrevistados pela Polícia Judiciária para aprofundar a investigação e confirmar a participação dos autores intelectuais.
O oficial mostrou à imprensa uma foto que se tornou viral na mídia e nas redes sociais desde o último domingo, que foi tirada em um hotel da República Dominicana. Segundo Charles, a foto revela o momento em que o assassinato foi planejado.
Nele figuram, entre outros, pessoas identificadas pela PNH como autores intelectuais, como Christian Emmanuel Sanon e James Solages, já detidos, bem como o ex-senador Joël John Joseph, que cumpre mandado de busca e prisão por homicídio, tentativa de homicídio e assalto à mão armada.
Solages é acusado de ter coordenado com a firma de segurança CTU Security, com sede na Flórida (EUA), a contratação dos mercenários colombianos que ingressaram na residência de Moïse.
Na imagem também é possível ver o gerente da CTU Security, Antonio Emmanuel Intriago Valera, e o chefe da consultoria Worldwide Capital Lending Group, Walter Veintemilla, que supostamente financiou o assassinato.
Charles lembrou que também foram expedidos mandados de busca e prisão contra o advogado Joseph Félix Badio, o empresário Rodolph (Dodof) Jaar e Gordon Phenil Désir, que teriam participado do aluguel de veículos, da coordenação de encontros com os mercenários, do pagamento de equipamento e outras tarefas logísticas.
Da Telesur e Le Nouvelliste
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