Haja remédio

A indústria farmacêutica girou cerca de US$ 800 bilhões no mundo, em 2008. Desse total, US$ 17,1 bilhões, 2,1% do total, no Brasil, um avanço de 17,1% sobre os US$ 14,6 bilhões movimentados em 2007. Os dados são da professora Suzana Borschiver, da Escola de Química da UFRJ. Ela admite, porém, que, apesar do aumento do faturamento, a indústria farmacêutica continua a apresentar déficits contínuos na balança comercial, mesmo com as exportações brasileiras de fármacos e medicamentos nos últimos anos atingindo cerca de US$ 1,2 bilhão, em 2008. Desse total, as vendas externas de medicamentos representaram 65%, e as de farmoquímicos, 35%.
A causa do déficit deve ser buscada no fato de um setor tão estratégico continuar nas mãos de grandes grupos multinacionais, apesar do avanço da produção do setor público.

Sinais trocados
Não são apenas os senadores Collor e Sarney que, em 20 anos, passaram da condição de inimigos figadais para aliados incondicionais. No mesmo período, a mídia e personagens do mundo político que adulavam Collor passaram a criticar duramente o presidente deposto pela defesa que tem feito de Sarney.

Quinto poder
A exposição de vísceras que opõe Globo x Record contribui muito mais para a elucidação de curiosidades da cidadania do que os embates que opõem PSDB x PMDB. Diferença equivalente às que antagonizam a voz do dono x dono da voz.

Parte do leão
Quase um terço dos R$ 480 bilhões que a Receita Federal arrecadou em 2008 decorrem de recolhimentos do PIS/Pasep e da Cofins. Criadas em 1998, as contribuições gozam da preferência da União por dois motivos: mais fáceis de criar e não precisam ser divididas com estados e municípios.
As constantes mudanças e a burocracia tornam difícil a vida do contribuinte para recolher esses tributos. A ausência de um regulamento que consolide a esparsa legislação amplia os problemas. Pensando nisso, a Fiscosoft lançou o Manual do PIS-Cofins (856 páginas, R$ 165), que pode ser adquirido em www.fiscosoft.com.br/livraria

Na cara
Quem vendeu mais: Toyota Corolla, carro de maior sucesso mundial; o iPhone 3G, da Apple ou as lentes Varilux Comfort? Acertou quem marcou esta última, que este ano superou a marca de 100 milhões de pares vendidos desde o lançamento, em 1993. O carro japonês vendeu 32 milhões de unidades desde 1966 e o aparelho da empresa de Steve Jobs emplacou 1 milhão de vendas em um ano. A multinacional francesa Essilor comemora em 2009 os 50 anos da criação das lentes multifocais com a marca Varilux.

Fora do gancho
Após a anistia da multa de R$ 300 milhões aplicada à Claro e à Oi, o ministro da Justiça, Tarso Genro, deveria se sentir obrigado a anunciar sua primeira promessa de campanha: não aceitará, sob qualquer hipótese, doações de companhias telefônicas.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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