Hamas acusa Israel de violar cessar-fogo e cobra ação internacional

Hamas acusa Israel de violar cessar-fogo em Gaza; novo ataque israelense mata dois palestinos, incluindo uma criança.

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Imagem de 29 de outubro de 2025, os palestinos lamentam as vítimas assassinadas durante os ataques aéreos israelenses, no hospital al-Shifa, no oeste da Cidade de Gaza. (Xinhua/Rizek Abdeljawad)
Imagem de 29 de outubro de 2025, os palestinos lamentam as vítimas assassinadas durante os ataques aéreos israelenses, no hospital al-Shifa, no oeste da Cidade de Gaza. (Xinhua/Rizek Abdeljawad)

O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) denunciou nesta segunda-feira (10) que Israel vem violando o acordo de cessar-fogo firmado há um mês sob mediação dos Estados Unidos. Em comunicado, o grupo afirmou que o Exército israelense tem realizado ataques e bloqueado a entrada de ajuda humanitária, o que resultou em centenas de mortos e feridos na Faixa de Gaza.

Segundo o Hamas, desde a assinatura do acordo, 271 palestinos foram mortos e 622 ficaram feridos em ações israelenses. O grupo também citou dezenas de prisões, demolições de casas, o fechamento da passagem de Rafah e o veto à atuação da Agência das Nações Unidas para Refugiados Palestinos (UNRWA).

“A ajuda humanitária real não excedeu 40% do número total de caminhões que entraram durante o primeiro mês, o que representa menos de 200 caminhões por dia, dos 600 que foram acordados”, afirmou o Hamas.

O movimento ainda destacou que Israel tem restringido a entrada de combustível, essencial para o funcionamento de hospitais e da infraestrutura básica em Gaza.

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“O combustível é essencial para a recuperação da vida, permitindo a operação de geradores hospitalares, a abertura de estradas, a operação de meios de transporte e a reabilitação da infraestrutura”, disse o grupo em seu site oficial.

O Hamas alegou ter cumprido integralmente os compromissos previstos no acordo, como a entrega de reféns israelenses vivos e de corpos recuperados. O grupo afirmou ter devolvido 20 reféns vivos nas primeiras 72 horas após a assinatura e os corpos de outros 24 posteriormente, além de continuar a busca por quatro corpos ainda não localizados.

Os líderes políticos, militares e de segurança da ocupação continuam a incitar publicamente, quase diariamente, a retomada da guerra e a ignorar os termos do acordo

declarou a organização, acusando Israel de tentar reabrir o conflito.

Horas após as declarações, um ataque de drone israelense matou dois palestinos, incluindo uma criança, no sul da Faixa de Gaza, segundo a agência palestina WAFA. O bombardeio ocorreu na cidade de Bani Suheila, a leste de Khan Younis. Fontes médicas confirmaram as mortes, mas o Exército israelense não se pronunciou sobre o episódio.

Apesar do cessar-fogo em vigor, Israel tem realizado novos ataques em Gaza, alegando agir contra “suspeitos” que cruzam a “linha amarela” ou em resposta a supostos disparos do Hamas. O grupo palestino, por sua vez, sustenta que as violações vêm ocorrendo “desde o primeiro dia” do acordo.

Fonte: Europa Press

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