Hegemonia

Passada a euforia, o paradigma sobre a democratização da Internet é cada vez mais uma construção ideológica que um dado de realidade. Tanto no centro, quanto na periferia, as grandes corporações consolidam sua hegemonia na rede de maneira acelerada.
Nos Estados Unidos, apenas três gigantes – Yahoo!, AOL e MSN, este operado pela Microsoft – detêm 15% do tráfego da Internet. As projeções dos analistas apontam que, em 2004, a participação do trio, que também abocanha 40% da publicidade na rede, subirá para 20%.
Na América Latina, consultorias especializadas prevêem que, dos 12 grandes portais que ainda restam na região, apenas seis devem sobreviver até dezembro de 2001. Até o fim de 2003, este número deve ser reduzida a apenas quatro.

e-chutes
“Chutometria” é a ciência mais praticada na Internet. Segundo o Relatório eGlobal, divulgado pela eMarketer (www.eMarketer.com) ontem, as previsões para as receitas totais com e-commerce mundial no ano de 2004 variam de US$ 963 bilhões (ActivMedia Research) para US$ 4 trilhões (Forrester Research). A IDC Research projeta US$ 2,8 trilhões e a Goldman Sachs & Co. estima US$ 3,48 trilhões. A previsão mais otimista é quatro vezes maior que a mais conservadora. Ainda de acordo com o Relatório eGlobal, somente 5% da população adulta do mundo (14 anos ou mais), ou 229,8 milhões de pessoas, são atualmente usuários ativos de Internet. Se o acesso à Internet melhorar em todo mundo, o número de usuários ativos crescerá para 640,2 milhões em 2004, apenas 14% dos adultos. A maior parte nos Estados Unidos.

Força
O secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo do Rio de Janeiro, Wagner Victer, recebe no próximo dia 13 a Medalha Tiradentes, conferida pela Assembléia Legislativa do Rio. Victer já havia recebido, mês passado, o título de Benemérito do Estado, dado pela mesma Alerj. Com tantas homenagens de políticos, fruto do trabalho que vem realizando no governo, o secretário é um nome a ser considerado na sucessão de Anthony Garotinho, caso o governador não concorra à reeleição.

Popularizar
A Federação Paulista de Golfe inaugura na próxima terça-feira o primeiro campo de golfe público do Brasil construído em área privada. O FPG Kaiser Golfe Center está instalado num terreno de 25 mil metros quadrados, próximo ao Aeroporto de Congonhas, e consumiu investimento de R$ 1,5 milhão. A federação sonha em popularizar o esporte, visto como elitista. “Há tempos, o tênis também foi praticado em quadras de clubes freqüentados por uma elite, ganhando mais e mais adeptos com a construção de quadras públicas. O mesmo acontecerá com o golfe”, prevê Álvaro Almeida, presidente da FPG. O objetivo da entidade é elevar em 10% – ou 8 mil golfistas – o número de praticantes em São Paulo. Só falta aparecer um Guga do taco.

Aparência
A preocupação com aparência no mercado financeiro está ultrapassando a fase em que somente os balanços eram maquiados. Cresce o número de executivos que recorrem ao bisturi para garantir um visual que não conseguem obter nas academias de ginástica. Segundo levantamento feito pelo cirurgião Luiz Haroldo Pereira, diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), houve aumento de 20% na procura de operações estéticas por homens, de 1999 para 2000. O perfil dos pacientes mostra maior presença de executivos, economistas e advogados entre 35 e 45 anos.

Em campo
O ex-jogador Raí, tetracampeão do mundo em 1994 pela seleção brasileira de futebol, é a mais recente estrela a confirmar presença no Fórum Social Mundial (FSM), que será realizado, em janeiro, em Porto Alegre. Coordenador de uma fundação que trabalha junto à juventude, Raí deve falar sobre o seu novo trabalho depois que abandonou os gramados. O FSM é fórum de debates permanente de alternativas ao neoliberalismo.

Fonte
Se apenas 10% do que ACM e Jáder Barbosa dizem um do outro for verdade, o Congresso Nacional pode estar diante de uma fonte alternativa para financiar o aumento do salário mínimo.

Natal sem vôos
Em campanha salarial, trabalhadores da aviação prometem entrar em greve antes do Natal caso as empresas não atendam às suas reivindicações. O Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (SNEA) está oferecendo 4% de reajuste global e os trabalhadores pedem 20% (reposição da inflação anual, mais 7% de produtividade e recuperação das perdas desde 1995).Segundo os empregados, as companhias também querem retirar várias cláusulas de caráter econômico e social do acordo coletivo. Da convenção dos aeroviários as empresas querem extinguir 12 itens e da dos aeronautas, 20. As duas categorias estão em estado de greve desde o final de novembro.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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