Hidrelétrica privada só no país da Terra plana

De 2003 a 2018, a Eletrobras pagou quase R$ 11 bilhões em dividendos à União, mostra o Ilumina – Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Elétrico. “Portanto, a repetida ‘Terra plana’ de que o Tesouro cede recursos para a Eletrobras é uma total miragem”, ironiza a entidade.

O Ilumina desfaz outros mitos sobre o setor elétrico que pululam no Brasil. Um deles é de que empresas estatais “são um atraso perante uma verdadeira revolução privatista no planeta”. O Instituto lista algumas empresas públicas de energia pelo mundo para desmontar a tese privatista: EDF (França); Quebec e British Columbia (Canadá); Korean Energy Power Company (Coreia do Sul); Stattcraft (Noruega); Vattenfall (Suécia, país que povoa os discursos dos privatistas quando atacam o congresso brasileiro).

Tem mais: Red Electrica (Espanha); Energynett e Dong Energy (Dinamarca); Power and Water Corporation (Austrália); State Grid (China); EDF Luminus (Bélgica); Tepcon (Japão); Enel (Itália, com fortes posições nas distribuidoras “privatizadas” no Brasil); e Israel Electric Corporation, para não cansar mais o leitor.

Nos Estados Unidos, são mais de 2 mil empresas municipais de distribuição de eletricidade, além da Tennessee Valley Authority e da Bonneville Power Administration. “Nunca é demais repetir que, dentre os países cuja base de produção de energia elétrica advém majoritariamente de usinas hidrelétricas, nenhum é totalmente privado. O Brasil será o único. A grande questão que deveríamos estar debatendo é: por que o Brasil não pode ter empresas públicas protegidas de interesses que não sejam públicos?”, finaliza o Ilumina.

 

Divisão

Em 2018, a economia brasileira praticamente não cresceu, tendo variado 1,1%, ao passo que a riqueza financeira cresceu sete vezes mais, afirma o professor Marcio Pochmann.

 

Avatar

O Governo Federal segue se utilizando da rede e de sua militância digital (que muito provavelmente conta com engajamento robótico) para justificar suas controversas ações, que vêm sendo alvejadas por cada vez mais numerosos setores da sociedade”, analisa o Manchetômetro, site que acompanha publicações na mída e em redes sociais.

O presidente tenta sustentar a imagem de líder popular que defende os “interesses da nação” e do “cidadão de bem”, mesmo que isso “signifique o sacrifício de alguns”. “Na internet, podemos criar a imagem que quisermos. A questão é até que ponto ou até quando esse avatar, elaborado a partir de tantas distorções, conseguirá se sustentar diante da realidade dos fatos”, questiona o site.

O Manchetômetro é produzido pelo Laboratório de Estudos de Mídia e Esfera Pública (Lemep), grupo de pesquisa com registro no CNPq, e sediado no Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

 

Estatizantes

Bolsonaro e Paulo Guedes dizem defender um governo que deixe livre de amarras burocráticas o setor privado. Mas querem centralizar numa autarquia ineficiente (a CVM) e num anacrônico jornal estatal (Diário Oficial) os balanços de todas as empresas.

 

Rápidas

O presidente do Instituto Carlos Chagas e chefe da Divisão de Cirurgia Plástica do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, Ricardo Cavalcanti Ribeiro, fará a abertura do Seminário Organização de Eventos na Área da Saúde, promovido pela Associações de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira *** O Shopping Grande Rio promove, sábado e domingo, das 15h às 18h, Oficinas de Pipas, em comemoração ao Dia dos Pais *** O Hospital Unimed Volta Redonda acaba de conquistar autorização que permite a realização de transplante de medula óssea com doadores não aparentados. É o único da região autorizado e habilitado a realizar transplantes de medula óssea dos tipos autólogo e alogênico *** O Shows de Sexta do Caxias Shopping traz esta semana a cantora Suelen Amaro, com sucesso da MPB, a partir de 19h30 *** A cadeia de custódia da prova no processo penal, livro do desembargador aposentado e professor da UFRJ Geraldo Prado, será lançado nesta quinta-feira, às 18h, no Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), no Centro do Rio. Antes, às 17h, o autor fará palestra sobre a obra. Inscrições em iabnacional.org.br

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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