Higiene pessoal e cosméticos crescem no quadrimestre

Perfumaria puxou os números; higiene pessoal vem em segundo; tratamento capilar, em terceiro; e álcool em gel, em quarto.

A ampliação da abertura do comércio na maior parte das cidades brasileiras, especialmente em abril, contribuiu para uma boa performance do setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos no primeiro quadrimestre de 2021. De acordo com o Painel de Dados de Mercado da Associação Brasileira das Indústrias de Higiene Pessoal Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), o setor teve alta de 5,7% em vendas ex-factory (líquido de impostos sobre vendas), em relação ao mesmo período do ano anterior.

Além disso, apesar da economia do Brasil estar melhorando, dado o crescimento do Produto Interno Bruno, de 1,2% no primeiro trimestre deste ano, o desemprego, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), chegou ao patamar de 14,7% em março. Esse quadro negativo reforça o cuidado da população com o aumento dos gastos em muitos bens e serviços.

O segmento de perfumaria foi o que apresentou a melhor performance, atingindo alta de 22% em vendas ex-factory no primeiro quadrimestre, quando comparado com o mesmo período de 2020. O destaque fica por conta da perfumaria feminina, que teve um crescimento de 26% no primeiro quadrimestre de 2021, contra 15% da perfumaria masculina. Ações promocionais e datas comemorativas, como o Dia das Mães, contribuíram para impulsionar o consumo deste segmento no período.

O segmento de produtos de higiene pessoal segue com alta e fechou o primeiro quadrimestre com crescimento de 11,4% em vendas ex-factory (na comparação com o mesmo período de 2020), dada a relação dos itens deste segmento com a manutenção da saúde e a prevenção de doenças, como a Covid-19. Dentre as categorias que tiveram melhor desempenho estão as de produtos relacionados ao banho, hábito reforçado no dia a dia dos brasileiros, por conta também da prevenção à Covid-19. No primeiro quadrimestre de 2021, a categoria de sabonetes obteve uma alta nas vendas de 23%; a de shampoos +2% e condicionador +1%, todos dados em vendas ex-factory, em comparação ao mesmo período de 2020.

Tratamento capilar segue em crescimento de dois dígitos +18%. A categoria lançou uma enorme diversidade de produtos, como aqueles destinados a controlar o frizz, hidratar, proporcionar maciez, auxiliar na prevenção dos danos cotidianos, além de melhorar a definição dos cachos. O que não falta no mercado são produtos para atender às diferentes demandas do consumidor e as marcas que atuam nesta categoria não param de inovar.

Já consumo do álcool em gel nos quatro primeiros meses de 2021 se manteve estável em comparação ao mesmo período de 2020. O consumidor entendeu a sua importância como um produto essencial no combate à pandemia da Covid-19, quando não há possibilidade da lavagem das mãos.

No segmento de cosméticos, a categoria de “maquiagem para as unhas” foi o grande destaque, com um crescimento de 8,7%, puxado por lançamentos de edições limitadas de esmaltes, que tiveram ampla divulgação, principalmente com ações nas redes sociais, com foco em grupos diversificados de consumidores. Além disso, o esmalte é um produto consumido por vários elos da cadeia, como manicures, salões de beleza, esmalterias e pelo próprio consumidor final, que encontra o produto em distintos canais de vendas.

A chegada do outono e do clima mais seco, associada à maior recorrência de banhos, também impulsionaram a categoria de produtos de cuidados com a pele com o corpo, com isso, os hidratantes corporais apresentaram um crescimento de 40% em vendas ex-factory nos primeiros quatro meses de 2021, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Outra categoria de produtos que ganhou importante papel na pandemia foi a de cuidados com a pele do rosto, que se manteve estável no período. Os destaques foram os tônicos faciais, com crescimento de 23%; e os produtos antiacne, com alta de 28%, ambos em valor de vendas ex-factory.

Já o segmento de tissue, que contempla papel higiênico, toalha de papel multiuso e lenço de papel, apresentou queda de vendas ex-factory de (-17,9%), em função ainda do impacto nos preços praticados no varejo, da alta dos custos dos insumos, indexados em dólar.

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