Hipotecas e bolha: crise à vista nos EUA

Execuções de hipotecas nos EUA crescem pelo 8º mês seguido, enquanto Fed distribui dinheiro com receio de bolha do IA e empréstimos.

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Pessoas sem-teto nas ruas de Los Angeles, EUA (foto Xinhua)
Pessoas sem-teto nas ruas de Los Angeles, EUA (foto Xinhua)

Semana passada, o jornal britânico London Daily Mail destacou a situação crítica dos empréstimos hipotecários nos EUA: “Execuções hipotecárias aumentam 20% enquanto americanos lutam para pagar suas hipotecas — e temores de uma crise semelhante à de 2008 disparam”.

Em outubro, houve 36.766 ações de execução de hipotecas, um aumento de 3% em relação a setembro e de 19% em relação ao ano anterior, de acordo com a Attom, empresa de dados imobiliários – 8º mês consecutivo de aumentos ano a ano.

A matéria relembra a bolha de hipotecas subprime nos EUA com taxas variáveis que levou à crise de 2008, mas ressalta que a situação hoje é diferente, já que “os proprietários de imóveis de hoje têm empréstimos mais seguros”. Os juros altos, salários pressionados e inflação subindo, porém, pintam um quadro preocupante.

Um dia antes do artigo do jornal britânico, em 12 de novembro, o presidente do Federal Reserve de Nova York reuniu-se com líderes de bancos de Wall Street para discutir o uso da Linha de Recompra Permanente (SRF, na sigla em inglês) do Fed no próximo período, visando manter o sistema financeiro em funcionamento.

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A SRF permite que os bancos dos EUA vendam diversos títulos e valores mobiliários que detêm ao Fed, criando, assim, um efeito de liquidez em seus balanços. “Em outras palavras, uma injeção de dinheiro para manter os mercados em equilíbrio”, traduz Stewart Battle, em artigo na EIRNS.

“O Fed está, portanto, se preparando para choques financeiros no próximo período e para a necessidade de os bancos terem acesso a liquidez emergencial. A [agência de notícias] Reuters cita a alta das taxas do mercado monetário e da taxa de fundos federais como razões para o aumento esperado nos empréstimos, embora essa informação deva ser considerada com cautela”, explica Battle.

“O principal motivo para o nervosismo dos banqueiros é o estouro da bolha, especialmente em torno da bolha de investimentos em IA, e o fato de o sistema financeiro estar se apoiando em pouco mais do que boas intenções. No final de outubro, o Fed agiu rapidamente para injetar US$ 50 bilhões usando o SRF — a maior injeção desde 2020 — indicando que tempos difíceis estão por vir”, conclui Battle.

‘Fez a egípcia’

Na lista coluna de ontem sobre alguns personagens que devem explicação na crise do Banco Master, faltou o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, que não agiu prontamente quando presidia o BC. Faltaram também mais alguns políticos, como o senador Ciro Nogueira (Progressistas) e Antônio Rueda, presidente do União Brasil.

Rápidas

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