Holofotes nos BCs do Brasil e dos EUA

No país, manutenção da Selic em 2% é a aposta principal, enquanto que, na conjuntura americana, o número esperado é de 0,25%.

Opinião do Analista / 11:10 - 16 de set de 2020

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O dia de hoje amanhece com as atenções dos investidores voltadas para os comunicados, por parte do Banco Central e do Federal Reserve, que divulgarão as decisões de políticas monetárias dos respectivos países. Em solo pátrio, a manutenção da Selic em 2% é a aposta principal que permeia as predições dos agentes econômicos do mercado financeiro enquanto que, na conjuntura norte-americana, o número esperado é de 0,25%. Em linhas gerais, a quarta-feira começa com um tom de alívio depois que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico reduziu a previsão de queda do Produto Interno Bruto global - de 6% para uma retração de 4,5%. Ainda no âmbito da OCDE, tem-se que o tom otimista também refletiu no PIB brasileiro, visto que a Organização reduziu o tombo do PIB do Brasil de 7,4% para 6,5% de queda. Com relação ao mercado cambial, o dólar mostra sinais de fraqueza perante outras divisas, significando, portanto, uma possível valorização do real no dia de hoje. Por fim, na cena política, verifica-se, conforme apurou o "Estadão", um esforço da equipe econômica a fim de atingir uma desoneração ampla da folha de salários. A cautela gira em torno de uma tomada de decisão mais sólida após o episódio de ontem, em que a discussão sobre o congelamento de aposentadorias por dois anos levou o presidente da República, Jair Bolsonaro, a verbalizar críticas e interditar o debate do Renda Brasil.

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Pedro Molizani

Trader Mesa de Câmbio

Travelex Bank

www.travelexbank.com.br

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