Uma pesquisa da KPMG revelou que a maioria dos fraudadores corporativos é homem (81%), tem entre 36 e 55 anos e está na organização há mais de seis anos. O levantamento analisou 256 casos de fraudes investigados pela área forense da KPMG no mundo todo, nos últimos cinco anos, envolvendo 669 fraudadores.
O levantamento revelou que eles ocupam todos os níveis hierárquicos, sendo 31% executivos, 30% gerentes e 24% fazem parte do staff. São descritos como respeitados pelos colegas, extrovertidos e amigáveis, sem queixas óbvias. As principais motivações para cometer os atos foram ganhos financeiros e oportunismo.
O estudo mostrou ainda que o tipo de fraude mais comum é a apropriação indevida de ativos, representando 52% dos casos, seguida por documentação falsificada (29%) e roubo (24%). Elas ocorrem em diversos departamentos, sendo os mais afetados operações (32%), finanças (25%) e compras (23%). Em 78% dos casos, o valor das fraudes foi inferior a US$ 200 mil.
“A pesquisa apontou que o fraudador típico costuma ser alguém de quem você não suspeitaria — altamente respeitado, com longa experiência e aparentemente leal. Isso destaca a importância da vigilância e de controles internos robustos”, explica o sócio-líder da prática forense e de litígios da KPMG no Brasil e colíder na América do Sul, Emerson Melo.
Controles fracos facilitam ação de fraudador corporativo
Controles internos fracos foram citados como o principal facilitador das fraudes em 76% dos casos. A detecção dos incidentes ocorreu, principalmente, por meio de denúncias (formais e informais), representando 45% dos casos. A autoridade ilimitada foi fortemente correlacionada às ocorrências de alto valor.
O levantamento também revelou que 55% das fraudes envolveram colaboração, principalmente, de funcionários internos. O incidente cibernético foi uma minoria (5%), mas ameaças emergentes como inteligência artificial e criptomoedas estão ganhando destaque. Em 46% dos casos, foi cometido sem o uso de tecnologia, e apenas 13% não poderiam ter ocorrido sem ela.
“À medida que as organizações navegam pelas complexidades da fraude corporativa, elas precisam tomar medidas proativas para fortalecer suas defesas. Isso inclui se adaptar às mudanças tecnológicas, promover uma cultura ética, aprimorar os mecanismos de detecção, entre outros”, finaliza a sócia da prática forense e de litígios da KPMG no Brasil, Carolina Paulino.
A KPMG é uma rede global de firmas independentes que presta serviços profissionais de auditoria, tributos e consultoria. Está presente em 142 países e territórios, com 275 mil profissionais atuando em firmas-membro em todo o mundo. No Brasil, são mais de cinco mil profissionais, distribuídos em 15 cidades de 10 estados e do Distrito Federal.
















