Mulheres e homens negros ainda são minoria em cargos de liderança no Brasil

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Apesar de 56% da população brasileira se declarar preta ou parda, apenas cerca de 4% estão em cargos de liderança, de acordo com pesquisa do Instituto Ethos. O número chega a ser três vezes menor do que mulheres e homens brancos.

Do ponto de vista financeiro, a diversidade nas empresas também é extremamente positiva, pois é uma fonte de lucro para as companhias. Segundo estudo McKinsey & Company empresas com maior diversidade étnica e racial têm 35% mais chances de ter retornos financeiros acima da média.

Para promover uma mudança nesse cenário, o profissional de RH tem um papel fundamental ao investir em diversidade e inclusão dentro das empresas. Além de desenvolver a consciência cultural e social da equipe, colocar pessoas negras na liderança também é uma forma de garantir representatividade do negro no mercado de trabalho.

O especialista em ética, diversidade e inclusão, e CEO e fundador da Condurú Consultoria, Deives Rezende Filho, explica que quando não existem pessoas negras em cargos de liderança, os jovens ficam sem referência e essa falta de exemplos se torna uma barreira para o crescimento profissional.

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“Aumentar o número de líderes negros dentro das empresas vai além de contratar pessoas negras e pardas e promovê-las para cargos gerenciais. É preciso que haja uma preparação e mentoria na companhia com todos os colaboradores para reter esses talentos. A diversidade é o primeiro passo, mas a palavra-chave é, definitivamente, inclusão. As organizações têm que ter uma estrutura para acolher a diversidade ou então estaremos cumprindo metas sem sentido. Sem mentoração e perfis diversos ocupando cargos de liderança não conseguiremos efetivamente gerar e por consequência enxergar uma mudança real nas empresas e na sociedade”, destaca.

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