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segunda-feira, janeiro 18, 2021

Hora de renovar as promessas

O ano termina com colheitas desastrosas, o que não é uma surpresa, pelo que vem sendo plantado. Temer e a equipe econômica prometeram a recuperação após o “retorno da credibilidade”. Pois a crise econômica se agravou, junto com a crise institucional. O PIB deve desabar tanto ou mais que em 2015. Diante da realidade, restou fazer novas promessas, e agora não mais para o primeiro semestre de 2017; a redenção, para Meirelles e Cia., virá no segundo semestre. E ainda que houvesse credibilidade nessas previsões, não há o que se comemorar. O governo fala em alta de 1%, e o mercado financeiro não espera mais de 0,5%. Diante do fracasso, culpa-se o governo anterior.

Porém, a política econômica de “austeridade” – uma piada, diante de um governo que torrará só este ano mais de R$ 400 bilhões em juros (noves fora a rolagem, ou seja, emissão de papelório para pagar juros) – não começou com Meirelles; ela já completa dois anos, desde quando Dilma Rousseff elegeu Joaquim Levy para implantar tudo aquilo que a população havia rejeitado nas eleições. O quadro econômico, que caminha para uma depressão, é resultado da política da dupla Levy-Meirelles – e só não é pior porque o atual ministro, para permitir a manutenção do Governo Temer, adotou tudo o que critica e provocou um rombo primário de R$ 170 bilhões.

O caminho leva para o abismo, e além. Acelerar só aumentará o impacto.

Primeiro você

A China sempre defendeu a proibição e eliminação total das armas nucleares, disse nesta quinta-feira à agência Xinhua o porta-voz do Ministério da Defesa Nacional, Yang Yujun. Sem citar nominalmente os Estados Unidos, Yang afirmou que “o país que possui os maiores arsenais nucleares do mundo deve tomar responsabilidades especiais e primárias no desarmamento nuclear”.

China e Rússia realizarão, em 2017, o segundo exercício antimíssil, com a finalidade de exercer habilidade de operação conjunta de defesa aérea.

Vulnerável

A recontagem dos votos para a eleição presidencial nos Estados Unidos em Wisconsin, praticamente terminada, e em parte de Michigan deram aos pesquisadores Alex Halderman e Matt Bernhard, ambos da Universidade de Michigan, a convicção de que Donald Trump foi o genuíno vencedor. Houve 131 votos a mais para o republicano em Wisconsin, e cerca de 1.650 votos mudaram de mãos no outro estado, em que a recontagem foi interrompida. Não houve evidência de fraudes ou ataque de hackers.

Mas isso não significa um aval para o sistema eleitoral norte-americano. Halderman e Bernhard, ambos especialistas em Ciência da Computação, destacam que a recontagem permitiu comprovar como o método de votação é vulnerável a um ataque cibernético.

Um ataque de hackers seria ainda mais fácil do que em pensava”, disse Halderman ao jornal britânico The Guardian. Ele já sabia que seria fácil alguém reescrever as gravações dos votos eletrônicos. Mas ficou mais preocupado ao ver que em Michigan, apenas duas pequenas companhias, com cerca de 20 empregados cada, são responsáveis por 75% dos distritos. Um ataque às duas levaria o hacker a controlar os resultados. A conclusão é que é essencial um comprovante em papel, que possa ser conferido.

Diante disso, fica mais difícil a posição contrária do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) brasileiro à exigência de que os votos sejam impressos para posterior conferência, se necessário. Os juízes sustentam que o sistema brasileiro é seguro, mas são contestados por especialistas. O fato é que o Brasil é o único país que ainda usa o atual sistema, classificado de primeira geração. Nos EUA, o método é de segunda geração. Alguns países, como a Alemanha, abandonaram o voto eletrônico.

Férias prolongadas

Os corruptos da Petrobras são punidos apenas com uma tornozeleira eletrônica e pagando suas penas em casa, verdadeiros clubes de lazer, construídos com dinheiro da corrupção. Quer dizer que o prejuízo fica somente com a imagem da Petrobras que esses ladrões mancharam?”, reclama Emanuel Cancella, da coordenação do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).

Salvo-conduto

O ano termina sem que um graúdo do PSDB tenha sido indiciado pela Lava Jato ou pela PGR.

Rápidas

O Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF) inicia 2017 com várias exposições: de fotografia, Berlim–Rio: Trajetos e Memórias termina dia 8, e Querubins da Grota (fotografia) será inaugurada dia 19 e vai até março; a 2º Bienal Internacional da Caricatura, homenagem aos 100 anos do 1º Salão dos Humoristas, pode ser vista até dia 15; A Sereia e o Sapo (artes plásticas), de Amanda Seiler, continua em exposição até dia 22; Bailado no Tempo, primeira individual de Juana Amorim, termina dia 29; Cetim (artes plásticas), de Alessandra Cunha, tem início em 26 de janeiro e vai até março; e Ao Tapete Vermelho, do artista plástico Umberto França, continua em cartaz até 23 de fevereiro. O CCJF fica na Av. Rio Branco, 241, Centro – Rio de Janeiro – RJ *** A todos que conseguiram acompanhar a coluna até agora, que 2017 traga boas notícias – o que dependerá da ação de todos nós, inclusive nas ruas.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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