Huawei diz que permanece 'aberta a discussões' com Reino Unido

Departamento de Comércio dos EUA anunciou que imporá novas restrições à aquisição de semicondutores pela empresa.

Informática / 11:38 - 7 de jul de 2020

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A companhia chinesa de tecnologia Huawei disse no domingo que permanece "aberta a discussões" com o governo britânico e está trabalhando estreitamente com seus clientes para encontrar maneiras de gerenciar as restrições dos EUA para que a Grã-Bretanha possa manter sua liderança atual no 5G.

O Departamento de Comércio dos EUA anunciou que imporá novas restrições à aquisição de semicondutores pela Huawei, que são o produto direto de certos softwares e tecnologias norte-americanas.

Anteriormente, em comunicado, a Huawei disse que "se opõe categoricamente às emendas feitas pelo Departamento de Comércio dos EUA para sua regra de produtos diretos estrangeiros, que visa especificamente a Huawei".

O governo britânico anunciou em janeiro seus novos planos para salvaguardar a rede de telecomunicações do país, que é amplamente vista como aprovação de um papel restrito da Huawei ao ajudar a construir a rede 5G do país.

No entanto, o governo britânico está analisando o impacto das restrições dos EUA na Huawei e fará uma declaração sobre o assunto no final deste mês, segundo a mídia local.

"Acreditamos que é muito cedo para determinar o impacto das restrições propostas, que não se relacionam à segurança, mas à posição no mercado", disse Victor Zhang, vice-presidente da Huawei, em comunicado no domingo.

"Todos os nossos produtos e soluções líderes no mundo usam tecnologias e componentes sobre os quais o governo do Reino Unido tem supervisão rigorosa. Nossa tecnologia já é amplamente utilizada nas redes 5G em todo o país e ajudou a conectar pessoas durante o lockdown", destacou Zhang.

Também nesta segunda-feira, a China pediu que a França faça escolhas independentes sobre a construção da rede 5G que atendam aos seus próprios interesses, e ofereça um ambiente de negócios aberto, justo e não discriminatório para todas as empresas, incluindo as chinesas.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian, fez as declarações em uma entrevista coletiva ao comentar reportagens de que a Huawei terá acesso à rede 5G da França, mas apenas limitada.

"Esperamos que a França possa manter uma atitude objetiva e justa, respeitar as regras do mercado e a vontade das empresas, fazer escolhas independentes que atendam a seus próprios interesses e tomar ações concretas para proporcionar um ambiente de negócios aberto, justo e não discriminatório para todas as empresas, incluindo as chinesas", disse.

Ele notou que o governo francês havia declarado publicamente em muitas ocasiões que não adotaria medidas discriminatórias contra empresas ou países específicos em assuntos relacionados à 5G, menos ainda excluir a Huawei.

"A China acredita que a tecnologia 5G é uma tecnologia de ponta que lidera a 4ª Revolução Industrial e oferece uma plataforma valiosa, e o desenvolvimento e a utilização da 5G na era da globalização acontecem naturalmente, pois todos os países realizam ampla consulta e contribuição conjunta para resultados compartilhados", acrescentou ele.

 

Com informações da Agência Xinhua

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