Hypermarcas

Opinião do Analista / 18:51 - 18 de mai de 2011

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Hypermarcas COMPRA HYPE3 Preço R$ 18,12 Preço-alvo R$ 37,00 Upside 104,2% Marcos Mattos, analista da Área de Consumo da Agora Invest, considerou fraco o resultado do primeiro trimestre da Hypermarcas mostrando crescimento da receita líquida abaixo do esperado e, se fossem incluídos os dados da Mabesa e da Mantecorp (relevantes aquisições) nos números do primeiro trimestre de 2010, a empresa apresentaria queda de 3% na receita líquida. A contração da receita líquida, se compararmos com o primeiro trimestre de 2010 Base de Referência, foi um dado ruim apresentado pela empresa. A receita líquida de R$ 845 milhões ficou 20% abaixo do que esperávamos e 30% acima da receita do primeiro trimestre de 2010, sem utilizar a base de referência. Considerando o "o primeiro trimestre de 2011 Base de Referência" como comparação e analisando as receitas por segmentos, podemos observar uma queda de 2,8% na receita de beleza e higiene pessoal (R$ 312,2 milhões no primeiro trimestre de 2011 vs. R$ 321,1 milhões no mesmo período do ano anterior), uma discreta alta de 0,1% na receita de Farma (R$ 475,9 milhões vs. R$ 475,2 milhões na comparação entre os mesmos trimestres) e uma queda mais acentuada de 27,5% no segmento de Limpeza e Alimentos (R$ 57,1 milhões vs. R$ 78,8 milhões). A receita líquida do apresentou queda de 3,4% quando comparada com a primeiro trimestre de 2010. As razões dadas para justificar a fraca receita líquida apresentada foram: (i) carnaval tardio esse ano que resultou em encomendas mais ao final do trimestre; (ii) política dos grupos de atacado e varejo para reduzir o nível de capital de giro; (iii) aumento dos preços e redução de prazos para seus clientes; e (iv) forte base de comparação no primeiro trimestre de 2010, quando as vendas mesmas marcas apresentaram um crescimento de 26%. No primeiro trimestre de 2011 a Hypermarcas também adotou medidas mais conservadoras em função do cenário macroeconômico mais desafiador que a empresa enxerga para o ano de 2011. Entre as principais medidas destacamos: (i) política comercial mais restritiva, com aumento de preços e redução de prazos de vendas; (ii) redução das despesas; e (iii) redução do orçamento de investimentos adicionais de marketing de novos produtos (marpex). O Ebitda ajustado totalizou R$ 215 milhões, 19,4% acima do primeiro trimestre de 2010, com margem de 24,8%, 4,2 pontos percentuais acima da margem Ebitda do primeiro trimestre de 2010. Essa maior margem foi possível graças à uma expansão de 5,7 pontos percentuais na margem bruta. Essa melhora da margem foi resultado de melhora na política de preços, melhorias de custo em função de sinergias e ganho de escala com as aquisições realizadas e a um mix de vendas melhor. As despesas com vendas, gerais e administrativas totalizou R$ 381 milhões, um crescimento de 60% em relação ao primeiro trimestre de 2010. As despesas com vendas, gerais e administrativas como proporção da receita líquida aumentaram de 36,8% no primeiro trimestre de 2010 para 45% no em igual período de 2011, acima do que esperávamos. O Ebitda ajustado é calculado não excluindo as despesas não recorrentes. O lucro líquido totalizou R$ 33 milhões, 70% abaixo do esperado, e foi impactado negativamente pelas menores vendas e pelo resultado financeiro líquido pior que o esperado. A empresa também anunciou uma mudança de guindance. Anteriormente a empresa tinha como guidance um crescimento das vendas mesmas marcas (SBS) de 15% e uma margem Ebitda de 24% a 25% para 2011, e agora o novo guidance é de um Ebitda nominal de R$ 1,0 bilhão. Esse número é 8% abaixo do Ebitda projetado que temos para o ano. A empresa também anunciou que o potencial de sinergias foi revisado com as aquisições da Mabesa e da Mantecorp, aumentando de R$ 115 milhões para R$ 257 milhões, que estão programadas para serem capturadas até o segundo trimestre de 2012. Ainda segundo a Hypermarcas já foram implantados R$ 156 milhões e capturados R$ 58 milhões. Marcos Matos recomenda por enquanto, a compra, com preço-alvo de R$ 37,00. "Mas temos que incorporar o resultado abaixo do esperado nas estimativas, em um novo processo de revisão do potencial da empresa". Marcos Mattos - Analista da Área de Consumo da Agora Invest

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