IAB se alinha à OAB na apreensão pela falta de punição a Pazuello 

Já segundo especialista, caso reforça características históricas das Forças Armadas e um governo desastroso que visa permanência à frente do país.

Na última sexta-feira, o Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), por meio de nota assinada pela presidente nacional, Rita Cortez, se alinha ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB) na apreensão manifestada por seu presidente, Felipe Santa Cruz, a respeito da decisão do comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, de não punir o general Eduardo Pazuello. Para o IAB, a falta de punição ao militar pela transgressão disciplinar, ao ter participado de ato político, “pode gerar possíveis consequências para o futuro da normalidade democrática no Brasil”.

“O IAB vem a público dizer que comunga da mesma apreensão manifestada pelo Conselho Federal da OAB, por meio de seu presidente, em face da decisão do comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, de não punir por desobediência o general subalterno, o que pode gerar possíveis consequências para o futuro da normalidade democrática no Brasil.

Como instituição jurídica centenária, que tem como atribuição estatutária a defesa do estado democrático de direito, o IAB entende que o atual cenário institucional, não pode se limitar às manifestações de escárnio da comunidade estrangeira, encarnadas na capa da revista inglesa The Economist, na qual o Cristo Redentor está asfixiado, nos dando conta, com ironia, do drama sanitário e econômico ao qual o povo brasileiro está sendo submetido desde o início da pandemia.

A situação se agrava a cada dia, exigindo, ademais da redobrada atenção de todas as instituições e entidades de representação da sociedade civil, manifestações de profundo repúdio.

Os militares têm uma função constitucional a cumprir e que lhes foi atribuída em razão do restabelecimento da democracia no país, não podendo, de forma alguma, ceder diante de indevidas vantagens, de status privilegiado e tratamento social desigual”, diz o texto.

Já segundo Suzeley Kalil Mathias, professora, especialista em Forças Armadas e Segurança Internacional da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Franca e pesquisadora do Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais da Universidade, diz que a não punição do general “realça características históricas das Forças Armadas e um Governo Federal desastroso com viés militar que visa permanência à frente do país.”

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