IBGE: Brasil tem 14,1 milhões de desempregados

O número de desempregados no Brasil chegou a marca de 14,1 milhões de pessoas. Ou seja, crescimento de 7,1% (mais 931 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e aumentou 13,7% (1,7 milhão de pessoas a mais) em relação ao mesmo trimestre de 2019. Os dados são da PNAD Contínua, divulgados nesta terça-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), que revela ainda que a população ocupada (84,3 milhões de pessoas) subiu 2,8% (mais 2,3 milhões) frente ao trimestre anterior e caiu 10,4% (menos 9,8 milhões) frente ao mesmo trimestre de 2019.

Segundo o estudo, o nível de ocupação (48%) subiu 0,9 p.p. frente ao trimestre anterior e caiu 6,9 p.p. contra o mesmo trimestre de 2019. A taxa de desocupação (14,3%) no trimestre de agosto a outubro de 2020 cresceu 0,5 ponto percentual (p.p) em relação ao trimestre de maio a julho (13,8%) e 2,7 p.p. frente ao mesmo trimestre de 2019 (11,6%).

Segundo opinião do Mitsubishi UFJ Financial Group, Inc. (MUFG), que já analisara dados do Caged sobre desemprego, a expectativa para os próximos meses é de uma desaceleração na abertura geral de empregos nos próximos meses influenciada pelo ritmo mais moderado de atividade esperado à frente, especialmente com o ressurgimento da Covid-19, exigindo mais medidas de restrição para conter a pandemia.

De acordo com o MUFG, no curto prazo, a contratação sazonal pode levar a uma redução adicional na taxa de desemprego (pelo menos em novembro), mas haverá aumento contínuo da taxa de desemprego durante o primeiro semestre de 2021.

Mesmo considerando o controle gradual da pandemia com a vacinação durante o próximo ano, haverá uma grande onda de pessoas, segundo os analistas, que dependem do auxílio emergencial mensal neste ano e procurarão emprego no próximo. Essa demanda por empregos supera o nível de criação de empregos e, de acordo com o MUFG, a taxa de desemprego atingirá um pico em torno de 16% em meados do próximo ano. Porém, a partir do segundo semestre de 2021, já haverá espaço para uma redução gradual da taxa de desemprego em tempos de crescimento mais consolidado do PIB que leva a uma maior e mais generalizada criação de empregos.

Carteira

De acordo com a PNAD Contínua, o número de empregados com carteira de trabalho assinada (29,8 milhões) no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) aumentou em 384 mil pessoas frente ao trimestre anterior, embora sem variação estatisticamente significativa, e caiu 10,4% (menos 3,4 milhões de pessoas) ante o mesmo trimestre de 2019. O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (9,5 milhões) aumentou 9% (mais 779 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e caiu 20,1% (menos 2,4 milhões) ante o mesmo trimestre de 2019. O número de trabalhadores por conta própria (22,5 milhões) subiu 4,9% (mais 1,1 milhão) contra o trimestre anterior e caiu 8,1% (menos 2 milhões de pessoas) frente ao mesmo período de 2019.

O número de trabalhadores domésticos (4,7 milhões de pessoas) não teve variação significativa frente ao trimestre anterior e caiu 25,5% (menos 1,6 milhão) ante o mesmo trimestre de 2019.

A taxa de informalidade chegou a 38,8% da população ocupada (ou 32,7 milhões de trabalhadores informais). No trimestre anterior, a taxa foi de 37,4% e, no mesmo trimestre de 2019, de 41,2%.

Segundo o IBGE, o rendimento médio real habitual (R$ 2.529) no trimestre terminado em outubro ficou estatisticamente estável frente ao trimestre anterior (R$ 2.568) e subiu 5,8% contra o mesmo trimestre de 2019 (R$ 2.391). A massa de rendimento real habitual (R$ 207,9 bilhões) ficou estável frente ao trimestre anterior e caiu 5,3% (menos R$ 11,7 bilhões) em relação ao mesmo trimestre de 2019.

Leia mais:

IBGE: família preta mais pobre tem renda média de apenas R$ 141,98

População desocupada sobe para 12,4 milhões em julho, diz IBGE

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