IBGE revisa alta do PIB do Brasil em 2021 de 5% para 4,8%

PIB do Brasil em 2021 ficou em R$ 9 trilhões; revisão do crescimento se deu no setor de serviços

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Salão de cabeleireiro (foto: Fernando Frazão, ABr)
Salão de cabeleireiro (foto: Fernando Frazão, ABr)

O IBGE revisou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2021 de 5% para 4,8%. A revisão decorreu, principalmente, da incorporação de novos dados sobre as atividades de Serviços, disponibilizados pela Pesquisa Anual de Serviços (PAS) do IBGE.

A alta de 4,8% recuperou a queda de 3,3% em 2020, decorrente da pandemia. O valor adicionado dos serviços cresceu 4,8% puxado pela recuperação do consumo das famílias (2,9%). Em valores correntes, o PIB foi de R$ 9 trilhões, e o PIB per capita, de R$ 42.247,52. Os dados são do Sistema de Contas Nacionais do IBGE.

“A retomada dos serviços presenciais paralisados em 2020, incluindo viagens e entretenimento, explicam parte do crescimento. Outra parte deveu-se ao crescimento de determinados segmentos da indústria, como o de veículos e máquinas e equipamentos, e ao crescimento da construção”, destaca Cristiano Martins, gerente de bens e serviços de Contas Nacionais do IBGE.

Em 2021, 11 dos 12 grupos de atividades econômicas apresentaram crescimento ou estabilidade, com destaque para Informação e comunicação (13,9%) e Construção (12,6%). Somente Atividades financeiras, de seguros e relacionados ficou no negativo, com queda de 0,7%.

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Consumo das famílias cresceu 2,9%, mostra revisão do PIB do Brasil em 2021

Em 2021, as despesas de consumo final, que englobam o consumo das famílias, governos e instituições sem fins de lucro, cresceram 3,3%, após terem caído 4,4% em 2020. A despesa de consumo final do governo, que engloba as despesas com bens e serviços oferecidos pelo governo à coletividade, cresceu 4,2%. Já o consumo das famílias, que representa 60,1% do PIB, cresceu 2,9%. A variação de preço dos bens e serviços consumidos pelas famílias, foi de 11,9%.

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Formação Bruta de Capital Fixo cresce 12,9%

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) da economia brasileira cresceu 12,9% em 2021. O valor corrente da FBCF chegou a R$ 1,6 trilhão, e a taxa de investimento, que é a razão entre a FBFC e o PIB, chegou a 17,9%, crescendo 1,3 ponto percentual em relação a 2020.

O crescimento da FBCF em Máquinas e equipamentos foi de 11,1%. O grupo Construção cresceu 11,9%, os Produtos de propriedade intelectual cresceram 23,9%, enquanto a FBCF deOutros ativos fixos cresceu 7,7%.

Em 2021, o grupo Máquinas e equipamentos superou a Construção como o maior peso na Formação Bruta de Capital Fixo, e sua participação subiu de 41,5% para 43,8%. A Construção respondeu por 41,9% da FBCF, os Produtos de propriedade intelectual por 12,1% e os Outros ativos fixos, por 2,2%.

Com Agência IBGE

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