Ibovespa desce 1,51% , a 72.739 pontos, o menor patamar desde dezembro de 2017

O principal índice de ações da bolsa brasileira (B3) desceu nesta sexta-feira (8) e renovou a mínima do ano, no quarto...

Mercado Financeiro / 20:52 - 8 de jun de 2018

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

O principal índice de ações da bolsa brasileira (B3) desceu nesta sexta-feira (8) e renovou a mínima do ano, no quarto pregão consecutivo no vermelho, com o exterior negativo e os investidores ainda cautelosos diante de preocupações fiscais e do cenário eleitoral incerto.

O Ibovespa caiu 1,51% a 72.739 pontos. É o menor patamar de fechamento desde 19 de dezembro de 2017 (72.680). Na mínima do dia, o Ibovespa chegou a 71.679 pontos e, na máxima, alcançou 74.031 pontos.

No exterior, o tom hostil do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com aliados pressionou as bolsas no exterior, além de dado mais fraco sobre a economia da Alemanha.

Internamente, há ainda incerteza quanto às eleições de outubro. A principal dúvida é se o próximo presidente vai seguir com a agenda de reformas, sobretudo na área fiscal. "...um cenário ainda indefinido e sem conclusões positivas a luz dos mercados financeiros locais", disse à Reuters o gestor de uma administradora de recursos no Rio de Janeiro.

Véspera

A quinta-feira foi turbulenta para o mercado financeiro. Na véspera, o Ibovespa recuou 2,98%, a 73.851 pontos. Durante o pregão, o índice chegou a cair mais de 6,5%, a 71.161 pontos. O dólar disparou a R$ 3,92 e houve sinais de movimento especulativo.

Diante da volatilidade, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, fez um pronunciamento na véspe disse que a autoridade monetária vai utilizar todos os instrumentos "necessários" para conter a pressão sobre o câmbio e negou boatos de que iria deixar o comando do BC. Nesta sexta-feira, em conferência com investidores, ele admitiu que os riscos inflacionários cresceram afirmou isso será avaliado na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), colegiado que define a taxa de juros básicos da economia (Selic), nos próximos dia 19 e 20.

Destaques

A ação preferencial da Petrobras recuou mais de 2% nas ações e as ordinárias perderam cerca de 4%, em sessão de queda nos preços do petróleo no exterior, com incertezas sobre a autonomia da petrolífera de controle estatal. O conselho da companhia aprovou a adesão à segunda fase do programa de subvenção do diesel. Na véspera, o UBS cortou a recomentação dos papéis para 'neutra'.

A BRF perdeu maquase 7%, tendo no radar decisão da China de impor direito antidumping provisório sobre as importações de carne de frango do Brasil. Analistas Credit Suisse destacaram em nota a clientes que, embora a China não seja o principal mercado da BRF, a companhia poderia ser afetada negativamente, uma vez que o volume inicialmente exportado para a China poderia ser parcialmente direcionado para outros mercados, pressionando as margens para baixo.

O papel da JBS subiu acima de 4%. Em nota a clientes, analistas do Itaú BBA disseram que o impacto para JBS é mais limitado do que para BRF e pode até ser positivo no médio prazo. Eles citam que a Seara, unidade de frangos e suínos da JBS, representa menos de 15% do Ebitda consolidado da empresa, enquanto a Pilgrim's, subsidiária avícola norte-americana da JBS, pode se beneficiar se a China retomar as importações de frango dos EUA. No setor de proteínas, Marfrig subia 5,85 por cento.

A Vale cedeu quase 7%, no segundo pregão de queda, apesar da alta do preço do minério de ferro, acompanhando a queda de outras exportadoras em meio à trégua no fortalecimento da moeda norte-americana ante o real.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor