Ibovespa se recupera no fim e fecha estável

Mercado Financeiro, Mercado Financeiro / 17:54 - 10 de abr de 2017

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

Após abrir em alta nesta segunda-feira, acompanhando a sessão positiva do petróleo, o Ibovespa virou para o campo negativo no fim da manhã seguindo a direção dos índices das principais bolsas mundiais, mas reduzindo as perdas após a Petrobras ser elevada pela Moody's. Enquanto isso, os juros futuros caíram forte após a divulgação do relatório Focus, levando o mercado a precificar um corte superior a 100 pontos-base na Selic esta semana. O benchmark da B3 fechou com alta de 0,09%, aos 64.649 pontos, com sessão de volume reduzido: R$ 7,100 bilhões. Os contratos de juros futuros com vencimento em janeiro de 2018 recuaram 9 pontos-base, a 9,665%, ao passo que os DIs com vencimento em janeiro de 2021 caíram 11 pontos-base, a 9,81%, ambos na mínima do dia. O movimento ocorre após o último relatório Focus mostrar uma redução nas projeções do mercado para a Selic ao final deste ano. Destaques da Bolsa Do lado acionário, os papéis da Petrobras (PETR3, R$ 15,63, +1,69%; PETR4, R$ 14,94, +1,63%) ganharam força após a Moody's elevar o rating da companhia de B2 para B1, alterando também sua perspectiva da nota de estável para positiva. Entre os motivos citados pela agência para e mudança na nota estão o menor risco de liquidez e a queda da alavancagem da companhia. As ações da Vale (VALE3, R$ 29,03, -0,41%; VALE5, R$ 27,59, +0,07%), por sua vez, abriram em alta, mas logo viraram para o campo negativo, seguindo o movimento do minério de ferro. A commodity negociada com 62% de pureza no porto chinês de Qingdao fechou em queda de 0,98%, a US$ 74,71 a tonelada, enquanto os contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dailian caíram 2,80%, a 520 iuanes. Acompanharam o movimento as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 20,49, -0,87%) - holding que detém ações na Vale. As siderúrgicas também perderam força e fecharam em queda nesta sessão, com Gerdau (GGBR4, R$ 10,35, -1,90%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 4,47, -1,11%), e CSN (CSNA3, R$ 8,45, -3,32%). A exceção foi a Usiminas (USIM5, R$ 4,06, +1,00%), que encerrou em alta. No Visão Técnica da última sexta-feira, o analista Igor Graminhani, da XP Investimentos, recomendou a compra das ações das siderúrgicas, apontando que graficamente todas estavam em cima de um suporte relevante, mas que a sua preferência era a ação da Usiminas. No radar do setor, de acordo com informações do jornal Zero Hora, o presidente do conselho consultivo da Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, prestou depoimento à Polícia Federal na sexta-feira (7), em Porto Alegre, no âmbito da Operação Zelotes. O empresário foi ouvido no âmbito de inquérito no STF que investiga a Medida Provisória 627, de 2013, que alterou regras da tributação de lucros de empresas brasileiras com negócios fora do país e resolveu pendências para o pagamento de dívidas com o Fisco. Dólar Depois de subir por três sessões consecutivas e encerrar a semana passada no nível de R$ 3,15, o dólar atraiu exportadores e fechou em queda nesta segunda-feira, tendo como pano de fundo as negociações para a reforma da Previdência no Brasil. O dólar recuou 0,36%, a R$ 3,1390 na venda, após saltar 1,69% nos três pregões passados. Na mínima do dia, foi a R$ 3,1300. Num ambiente mais calmo e com a agenda esvaziada, o fluxo (de venda de dólares) se sobrepôs, destacou um profissional da mesa de câmbio. No exterior, o dólar caía ante uma cesta de moedas, com os investidores à espera de declarações da chair do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, Janet Yellen, mais tarde nesta segunda-feira, em meio a um pregão de baixo volume. O Banco Central brasileiro não anunciou intervenção no mercado de câmbio para esta sessão. Em maio, vencem US$ 6,389 bilhões em swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor