ICIJ mostra que Merck&Co. infla preço de droga contra câncer

Reportagem revela como Merck usa lobby para manter preço elevado de droga anticâncer que responde por metade da receita.

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Sede da Merck&Co. em Rahway, NJ, EUA. Fora dos EUA e Canadá, a companhia é tratada como MSD
Sede da Merck&Co. em Rahway, EUA (foto divulgação)

Uma extensa investigação do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês) revela como a Merck&Co. (fora dos EUA e Canadá, conhecida como MSD), uma das maiores farmacêuticas do mundo, utilizou táticas para inflar o volume de prescrições e manter o preço elevado do medicamento anticancerígeno pembrolizumabe, nome comercial Keytruda. A reportagem mostra o uso de lobby e a busca por atrasar o acesso a versões mais baratas do medicamento a centenas de milhares de pacientes com câncer.

“A poucos dias do Natal de 2025, líderes de nove empresas farmacêuticas se reuniram na Sala Roosevelt da Casa Branca” aguardando o presidente Donald Trump. “Juntos, sua remuneração anual ultrapassava os US$ 100 milhões.” Entre os empresários, Robert M. Davis, CEO e presidente do conselho da Merck&Co.

Trump prometeu que os preços dos medicamentos cairiam “rapidamente” por causa dos novos acordos. Davis declarou apoio “100%” às ações do presidente e prometeu que a Merck&Co. reduziria os preços de um medicamento para diabetes e de um medicamento cardiovascular.

Não mencionou nada sobre a redução do custo do Keytruda, que representou US$ 31,7 bilhões em vendas em 2025 e quase metade da receita da Merck&Co. A investigação do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos aponta que os preços de tabela variam de cerca de US$ 65 mil na África do Sul a um ano de tratamento a US$ 208 mil nos EUA, passando por US$ 80 mil na Alemanha, US$ 93 mil no Líbano e US$ 130 mil na Colômbia.

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A reportagem do ICIJ destaca que o câncer é responsável por quase 1 em cada 6 mortes no mundo. “As projeções mostram que as taxas de câncer estão aumentando, particularmente em países de baixa renda, onde o Keytruda permanece em grande parte inacessível. Prevê-se que o número de mortes aumente 75%, para 18,6 milhões em 2050, sendo que o custo de algumas novas terapias já ultrapassa US$ 1 milhão por paciente.”

Tóxico

O apoio de Trump não ajudou, ou muito pelo contrário, Viktor Orbán na Hungria. Por via das dúvidas, a premier italiana Giorgia Meloni se afastou do presidente estadunidense, que reagiu com críticas.

Qual será o comportamento da família Bolsonaro, que apoiou as tarifas de Trump contra o Brasil e viu Lula surfar eu melhor momento no 3º governo?

Rápidas

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Matéria atualizada às 14h58 de 16/4/2026 para esclarecer que a companhia norte-americana Merck trata-se da Merck&Co., conhecida fora dos EUA e Canadá, por acordo comercial, como MSD, para diferenciar da alemã Merck. A foto foi substituída por uma foto da Merck&Co.

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