Idosos são quem mais consome medicamentos no Brasil

A partir dos 65 anos de idade, população tende a apresentar até cinco doenças crônicas.

A população brasileira está envelhecendo com bastante velocidade. Hoje, o país tem cerca de 30 milhões de idosos e a projeção é que em 2050 o número ultrapasse os 70 milhões. A Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan) afirma que este público é o maior consumidor de medicamentos, portanto, trará um importante crescimento ao mercado farmacêutico. Porém, algumas características não podem ser esquecidas. “O público sênior é muito exigente e possui particularidades que precisam ser avaliadas e estudas pelas farmácias. Quem souber entender e atender melhor este público com certeza sairá na frente nesta oportunidade. O idoso costuma ter gastos maiores e com itens de maior margem”, pontua o presidente da entidade, Jony Sousa.

A melhoria das condições sociocultural e econômica são as principais responsáveis pela longevidade da população, sem falar, é claro, das alternativas de tratamento às doenças crônicas, pelas quais as indústrias farmacêuticas trabalham dia e noite.

Entre as patologias mais comuns estão as cardiovasculares, pulmonares, derrame, câncer e diabetes. De acordo com dados da IQVIA, os idosos são responsáveis pela movimentação de mais de 1 trilhão de reais e a partir dos 65 anos de idade, manifestam cerca de quatro doenças crônicas. Mais de 42% dos sexagenários tomam, em média, mais de cinco medicamentos por dia. Diante deste cenário, é fundamental pensar em produtos e serviços que atuem diretamente no controle e prevenção dessas doenças, facilitando o acesso e incentivando o tratamento, para que as taxas de abandono diminuam e, para que de fato, como elo da cadeia farmacêutica, possamos ser responsáveis também pela oferta de uma vida longeva. “É preciso pensar em alternativas que proporcionem um envelhecimento igualitário e genuíno à toda população, com independência, dignidade e qualidade de vida”, diz Sousa.

No Chile, idosos começam a tomar terceira dose da CoronaVac. O país está oferecendo uma dose da AstraZeneca para cidadãos com 86 anos ou mais que tomaram as primeiras vacinas antes de 31 de março.

Filas de cidadãos idosos, ansiosos para a aplicação das vacinas, começaram a se formar nos centros de imunização de bairros da capital, Santiago, em uma fria manhã de inverno.

A forte campanha do Chile teve mais de 67% de sua população totalmente vacinada, predominantemente com a CoronaVac, da fabricante chinesa Sinovac. Mas as autoridades disseram, na semana passada, que estudos mostraram que uma dose de reforço era necessária para aumentar a imunidade.

O Chile se junta aos EUA, à Alemanha, França e a Israel ao administrar as doses de reforço, apesar do apelo da Organização Mundial da Saúde (OMS) para esperar até que mais pessoas no mundo possam receber a primeira dose.

 

Com informações da Agência Brasil, citando a Reuters

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