IGP-10 cai 0,31% em outubro

Taxa do grupo bens intermediários passou de 1,83% em setembro para 1,91%; principal contribuição foi de combustíveis e lubrificantes.

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) caiu 0,31% em outubro. No mês anterior, o índice havia registrado taxa de -0,37%. Com esse resultado, o índice acumula alta de 16,08% no ano e de 22,53% em 12 meses. Em outubro de 2020, o índice subira 3,20% no mês e acumulava elevação de 19,85% em 12 meses.

“O preço do minério de ferro registrou nova queda, agora de 19,46% e, mais uma vez, manteve a taxa do IGP-10 em terreno negativo. Milho (-4,99%) e bovinos (-4,11%) também registraram taxas negativas o que contribuiu para o arrefecimento das pressões inflacionárias ao produtor. Já os preços ao consumidor seguem sob forte influência dos aumentos registrados para energia elétrica e combustíveis”, afirma André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,77% em outubro. No mês anterior, o índice havia registrado taxa de -0,76%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos bens finais variaram de 2,13% em setembro para 1,10% em outubro. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 2,61% para 1,28%. O índice relativo a bens finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, variou 1,08% em outubro. No mês anterior, a taxa subira 1,66%.

A taxa do grupo bens intermediários passou de 1,83% em setembro para 1,91% em outubro. A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de 0,14% para 3,62%. O índice de bens intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 1,65% em outubro, ante 2,09% no mês anterior.

O índice do grupo matérias-primas brutas passou de -5,01% em setembro para -4,62% em outubro. As principais contribuições para esta taxa menos negativa partiram dos seguintes itens: minério de ferro (-22,17% para -19,46%), cana-de-açúcar (1,17% para 3,16%) e mandioca/aipim (2,61% para 10,80%). Em sentido descendente, os movimentos mais relevantes ocorreram nos itens milho em grão (0,52% para -4,99%), soja em grão (2,47% para -0,16%) e bovinos (-0,42% para -4,11%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 1,26% em outubro. Em setembro, o índice havia apresentado taxa de 0,93%. Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação: educação, leitura e recreação (1,34% para 3,50%), habitação (1,33% para 1,67%), transportes (0,97% para 1,23%), alimentação (1,05% para 1,30%), comunicação (0,12% para 0,35%) e vestuário (0,18% para 0,40%). As principais contribuições para este movimento partiram dos seguintes itens: passagem aérea (11,50% para 28,66%), tarifa de eletricidade residencial (3,06% para 5,41%), gasolina (1,72% para 2,49%), hortaliças e legumes (1,04% para 6,41%), tarifa de telefone residencial (0,24% para 2,12%) e calçados (0,08% para 0,70%).

Em contrapartida, os grupos saúde e cuidados pessoais (0,50% para 0,10%) e despesas diversas (0,29% para 0,25%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação.

Nestas classes de despesa, as maiores influências partiram dos seguintes itens: artigos de higiene e cuidado pessoal (1,16% para -0,18%) e serviços bancários (0,35% para 0,13%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,53% em outubro. No mês anterior a taxa variou 0,43%. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de setembro para outubro: serviços (0,49% para 0,42%), mão de obra (0,08% para 0,29%) e o grupo materiais e equipamentos repetiu a taxa do mês anterior, de 0,82%.

Para Felipe Sichel, estrategista-chefe do Banco Digital Modalmais, “embora o IPC tenha tido uma variação forte de 1,26%, o agregado foi puxado pelo IPA que possui peso de 60% no IGP e variou em -0,77% em relação ao mês passado”.

Felipe lembra que “dentro do IPA, observa-se arrefecimento de produtos agrícolas, variando 0,22% (contra 2,56% da última divulgação), com destaque para milho (-4,99%) e bovinos (-4,11%), ao passo que produtos industriais seguem em terreno negativo (-1,19%), influenciado, entre outros fatores, pela queda no preço do minério de ferro; e o Índice de Preços ao Consumidor segue acelerando desde julho, com avanço em todos os grupos, com exceção apenas de saúde e cuidados pessoais (0,10%, ante leitura anterior 0,50%) e despesas diversas (0,25%%, ante leitura anterior de 0,29%).”

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