IGP-10 sobe 2,53% em agosto e acumula inflação de 9,24% no ano

Índice de Preços ao Consumidor variou 0,48% em agosto; em julho, havia apresentado alta de 0,50%.

Conjuntura / 11:43 - 14 de ago de 2020

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O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) subiu 2,53% em agosto. No mês anterior, o índice havia apresentado taxa de 1,91%. Com este resultado, o índice acumula alta de 9,24% no ano e de 11,84% em 12 meses. Em agosto de 2019, o índice caíra 0,47% no mês e acumulava elevação de 5,20% em 12 meses.

"A aceleração dos preços de grandes commodities no IPA, especialmente, minério de ferro (5,78% para 9,82%) e soja (5,17% para 6,73%), contribuíram para a elevação da taxa do IGP-10. Efeitos sazonais, como observado no comportamento do preço do leite in natura, que subiu 13,76% ante 8,61% no mês anterior, também aparecem como destaque", afirma André Braz, coordenador dos Índices de Preços.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 3,38% em agosto. No mês anterior, o índice havia registrado taxa de 2,54%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos bens finais variaram de 1,02% em julho para 0,86% em agosto. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de 17,04% para 7,63%. O índice relativo a bens finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, variou 1,21% em agosto. No mês anterior, a taxa havia sido 1,45%.

A taxa do grupo bens intermediários variou de 2,47% em julho para 2,64% em agosto. A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo materiais e componentes para a construção, cuja taxa passou de 0,43% para 1,73%. O índice de bens intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 1,58% em agosto, ante 1,35% no mês anterior.

O índice do grupo matérias-primas brutas passou de 4,09% em julho para 6,45% em agosto. As principais contribuições para este avanço partiram dos seguintes itens: minério de ferro (5,78% para 9,82%), milho em grão (-2,06% para 4,53%) e café em grão (-9,28% para 6,96%). Em sentido descendente, os movimentos mais relevantes ocorreram nos itens bovinos (8,69% para 5,02%), aves (10,79% para 2,94%) e mandioca/aipim (1,79% para -1,02%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,48% em agosto. Em julho, o índice havia apresentado alta de 0,50%. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo educação, leitura e recreação (0,21% para -0,77%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item passagem aérea, cuja taxa passou de 13,64% para -3,24%.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos transportes (1,37% para 1,14%), vestuário (-0,06% para -0,25%) e alimentação (0,34% para 0,33%). Nestas classes de despesa, as maiores influências partiram dos seguintes itens: gasolina (4,17% para 3,37%), roupas (-0,05% para -0,47%) e hortaliças e legumes (-8,07% para -10,23%).

Em contrapartida, os grupos habitação (0,26% para 0,64%), saúde e cuidados pessoais (0,40% para 0,50%), despesas diversas (0,20% para 0,42%) e comunicação (0,60% para 0,72%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. As principais contribuições para este movimento partiram dos seguintes itens: tarifa de eletricidade residencial (-0,09% para 2,01%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,31% para 0,58%), conserto de aparelho telefônico celular (-0,17% para 2,09%) e mensalidade para TV por assinatura (1,04% para 2,22%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 1,01% em agosto, ante 0,62% em julho. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de julho para agosto: materiais e equipamentos (0,97% para 1,33%), serviços (0,10% para 0,25%) e mão de obra (0,47% para 0,93%).

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