IGP-10 sobe 2,97% em fevereiro

Segundo a FGV, o índice acumula alta de 4,35% no ano e de 28,17% em 12 meses.

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 2,97% em fevereiro. No mês anterior, o índice havia apresentado taxa de 1,33%. Com esse resultado, o índice acumula alta de 4,35% no ano e de 28,17% em 12 meses. Em fevereiro de 2020, o índice havia variado 0,01% no mês e acumulava elevação de 7,39% em 12 meses.

“O IPA segue exercendo forte influência sobre o IGP. Pressões, ora concentradas em matérias-primas brutas, agora se espalham entre os bens intermediários. No primeiro estágio de produção, vale destacar o comportamento do preço da soja que subiu 9,42% ante -10,45% na apuração anterior. No estágio intermediário, chama atenção o comportamento dos preços dos fertilizantes com alta de 10,74%, depois de registrar queda de 1% em janeiro”, afirma André Braz, coordenador dos Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 3,90% em fevereiro. No mês anterior, o índice havia registrado taxa de 1,60%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos bens finais variaram de 1,24% em janeiro para 0,90% em fevereiro. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 4,99% para -3,95%. O índice relativo a bens finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, variou 0,77% em fevereiro. No mês anterior, a taxa havia sido 0,65%.

A taxa do grupo bens intermediários variou de 1,90% em janeiro para 3,90% em fevereiro. A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 0,97% para 3,83%. O índice de bens intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 3,78% em fevereiro, ante 1,17% no mês anterior.

O índice do grupo matérias-primas brutas passou de 1,64% em janeiro para 6,23% em fevereiro. As principais contribuições para este avanço partiram dos seguintes itens: soja em grão (-10,45% para 9,42%), bovinos (-5,55% para 10,07%) e milho em grão (-4,77% para 9,36%). Em sentido descendente, os movimentos mais relevantes ocorreram nos itens minério de ferro (20,61% para 7,96%), leite in natura (2,57% para -3,23%) e aves (-1,09% para -3,62%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,35% em fevereiro. Em janeiro, o índice havia apresentado taxa de 0,59%. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo habitação (1,41% para -0,75%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 5,17% para -4,90%.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos alimentação (1,42% para 0,71%), saúde e cuidados pessoais (0,56% para 0,17%), vestuário (1,00% para 0,14%) e despesas diversas (0,36% para 0,26%). As principais contribuições para este movimento partiram dos seguintes itens: frutas (7,85% para 2,25%), artigos de higiene e cuidado pessoal (1,06% para -0,35%), roupas (1,04% para -0,02%) e serviços bancários (0,23% para 0,12%).

Em contrapartida, os grupos educação, leitura e recreação (-2,84% para 1,33%), transportes (0,64% para 1,09%) e comunicação (-0,02% para 0,03%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, as maiores influências partiram dos seguintes itens: passagem aérea (-27,93% para -4,58%), gasolina (1,20% para 3,21%) e combo de telefonia, internet e TV por assinatura (0,00% para 0,20%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,98% em fevereiro. No mês anterior a taxa variou 0,76%. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de janeiro para fevereiro: materiais e equipamentos (1,49% para 1,70%), serviços (0,35% para 1,09%) e mão de obra (0,26% para 0,39%).

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