IGP-DI acumula taxa de inflação de 3,01% em 12 meses

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Consumidor. Mulher fazendo compras supermercado (Foto: ABr/arquivo)
Compra no supermercado (Foto: ABr/arquivo)

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou inflação de 0,06% em janeiro, taxa inferior à observada no mês anterior (0,31%) e em janeiro de 2022 (2,01%). Com isso, o indicador acumula taxa de inflação de 3,01% em 12 meses, bem abaixo dos 16,71% de janeiro do ano passado.

A queda de dezembro para janeiro foi puxada pelos preços no atacado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), subíndice que mede esse segmento, teve deflação 0,19% em janeiro, ante uma inflação de 0,32% em dezembro.

Por outro lado, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede o varejo, e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), tiveram alta da taxa. O IPC passou de 0,35% em dezembro para 0,80% em janeiro. Já o INCC subiu de 0,09% para 0,46% no período.

Pesquisa encomendada pela VR ao Instituto Locomotiva mostra como a economia e alta nos preços afetaram o setor de consumo e varejo. De acordo com o estudo, 72% dos comércios acreditam que o movimento no estabelecimento diminuiu em 2022 por causa da inflação. O levantamento foi realizado no final de 2022 e ouviu responsáveis pela gestão de estabelecimentos comerciais em todo o Brasil.

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O cenário incerto, a inflação e a queda no poder de compra dos consumidores levantam preocupações para os varejistas. Quando questionados sobre o quanto diriam que estão preocupados com o impacto da inflação, ou seja, com a variação no preço dos produtos e serviços no seu tipo de negócio, 68% dos comércios se dizem muito preocupados; 29%, um pouco preocupados; e 3%, nada preocupados. Dos 68%, 76% são restaurantes; 67%, lanchonete/padaria; 58%, mercearia/mercado; e 78%, pizzaria.

Em relação à alta dos preços dos produtos e serviços para o estabelecimento comercial, nos últimos 12 meses, a pesquisa revelou que a percepção é unânime. 92% dos estabelecimentos têm a percepção do aumento de preços.

 

Com informações da Agência Brasil

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