IGP-M sobe 4,57% na segunda prévia de setembro

Índice da construção subiu 0,98% no segundo decêndio; no mês anterior, indicador havia variado 0,96%.

Conjuntura / 12:30 - 18 de set de 2020

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O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 4,57% no segundo decêndio de setembro, ante 2,34% no mesmo período do mês anterior. Com este resultado, a taxa acumulada em 12 meses passou de 12,58% para 18,20%.

"As taxas observadas para o IPC e o INCC não registraram mudança significativa em comparação ao mês de agosto. Já a inflação ao produtor segue em aceleração e espalhada entre os estágios de processamento, com destaque para as matérias-primas brutas, cuja a variação média passou de 5,60% para 11,31%. Neste grupo, destacam-se minério de ferro (9,24% para 17,01%) e soja (4,73% para 12,53%), que juntos responderam por 42% do resultado do IPA", afirma André Braz, coordenador dos Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 6,36% no segundo decêndio de setembro, ante 3,15% no segundo decêndio de agosto. Na análise por estágios de processamento, os preços dos bens finais passaram de 0,96% em agosto para 2,89% em setembro. A maior contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 2,41% para 6,21%.

O índice referente a bens intermediários subiu 4,14% no segundo decêndio de setembro, ante 2,67% no mesmo período de agosto. O destaque coube ao subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 2,27% para 4,13%.

A taxa do grupo matérias-primas brutas foi de 5,60% no segundo decêndio de agosto para 11,31% em igual período de setembro. Contribuíram para o movimento do grupo os seguintes itens: minério de ferro (9,24% para 17,01%), soja em grão (4,73% para 12,53%) e milho em grão (4,33% para 14,27%). Em sentido oposto, destacam-se os itens leite in natura (12,40% para 9,29%), suínos (23,94% para 12,90%) e laranja (7,89% para 2,76%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,38% no segundo decêndio de setembro, após subir 0,41% no mesmo período de coleta de agosto. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo saúde e cuidados pessoais (0,54% para -0,50%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item plano e seguro de saúde, cuja taxa passou de 0,60% para -2,40%.

Também foram computados decréscimos nas taxas de variação dos grupos comunicação (0,38% para 0,01%), vestuário (-0,50% para -0,73%) e despesas diversas (0,43% para 0,29%). Nestas classes de despesa, as maiores influências partiram dos seguintes itens: mensalidade para TV por assinatura (1,19% para 0,07%), roupas femininas (-0,85% para -1,41%) e conserto de aparelho telefônico celular (1,73% para 0,66%).

Em contrapartida, os grupos educação, leitura e recreação (-0,73% para 0,40%), alimentação (0,50% para 0,80%), transportes (0,92% para 0,94%) e habitação (0,47% para 0,48%) registraram acréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, os maiores avanços foram observados nas taxas dos itens passagem aérea (-5,47% para 6,74%), hortaliças e legumes (-6,68% para -4,29%), etanol (0,21% para 2,39%) e gás de botijão (-0,09% para 1,28%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,98% no segundo decêndio de setembro. No mês anterior, o índice havia variado 0,96%. Os três grupos componentes do INCC apresentaram as seguintes variações na passagem do segundo decêndio de agosto para o segundo decêndio de setembro: materiais e equipamentos (1,49% para 2,52%), serviços (0,22% para 0,06%) e mão de obra (0,73% para 0,07%).

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