IGP-M subiu 1,82% em janeiro

IPC variou 0,42% no mês, ante 0,84% em dezembro; principal contribuição partiu do grupo transportes, valendo citar o item gasolina.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 1,82% em janeiro, após variar 0,87% no mês anterior. Com este resultado o índice acumula alta de 16,91% em 12 meses. Em janeiro de 2021, o índice havia subido 2,58% e acumulava alta de 25,71% em 12 meses.

Segundo o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 2,30% em janeiro, após alta de 0,95% em dezembro. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo bens finais variou 0,75% em janeiro. No mês anterior, a taxa do grupo havia sido de 0,53%. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo bens de investimento, cuja taxa passou de 0,78% para 2,07%, no mesmo período. O índice relativo a bens finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, variou 0,90% em janeiro, ante 0,70% no mês anterior. A taxa do grupo bens intermediários passou de 1,02% em dezembro para 1,05% em janeiro. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cujo percentual passou de 0,40% para 1,33%. O índice de bens intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 1,26% em janeiro, contra 0,74% em dezembro.

O estágio das matérias-primas brutas registrou alta de 4,95% em janeiro, ante 1,22% em dezembro. Contribuíram para o avanço da taxa do grupo os seguintes itens: minério de ferro (-0,52% para 18,26%), soja em grão (-1,03% para 4,05%) e milho em grão (-2,68% para 5,64%). Em sentido oposto, destacam-se os itens bovinos (11,69% para 1,94%), café em grão (12,52% para 1,92%) e suínos (3,20% para -12,39%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,42% em janeiro, ante 0,84% em dezembro. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo transportes (1,26% para -0,17%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de 2,24% em dezembro para -1,62% em janeiro.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos habitação (1,09% para 0,33%), educação, leitura e recreação (1,80% para 0,94%) e saúde e cuidados pessoais (0,17% para 0,07%). Nestas classes de despesa, vale mencionar os seguintes itens: tarifa de eletricidade residencial (3,11% para -0,69%), passagem aérea (11,52% para -6,63%) e plano e seguro de saúde (0,16% para -0,29%). Em contrapartida, os grupos alimentação (0,54% para 1,15%), vestuário (0,61% para 1,17%), comunicação (0,05% para 0,13%) e despesas diversas (0,13% para 0,14%) registraram acréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, destacaram-se os seguintes itens: hortaliças e legumes (-3,07% para 4,44%), roupas (0,58% para 1,29%), combo de telefonia, internet e TV por assinatura (0,11% para 0,42%) e cigarros (0,20% para 0,98%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,64% em janeiro, ante 0,30% em dezembro. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de dezembro para janeiro: materiais e equipamentos (0,48% para 1,05%), serviços (0,57% para 1,28%) e mão de obra (0,10% para 0,14%).

Segundo Felipe Sichel, estrategista-chefe do Banco Digital Modalmais, “no IPC, o alívio em habitação (0,33%, ante 1,09% em dezembro), a partir da queda na tarifa de energia elétrica, também foi determinante para a desaceleração mensal. Por outro lado, a aceleração nos preços de alimentação (1,15%, em comparação com 0,54% em dezembro) e vestuário (1,17%, ante os 0,61% de dezembro) trazem ímpeto altista ao indicador. Em 12 meses, o IPC acumula alta de 9,33% (ante 9,32% em dezembro). Ainda, o Índice Nacional de Custos de Construção do IGP-10 variou 0,64% (vs. 0,30% da divulgação anterior), com aceleração tanto em materiais e serviços (de 0,49% para 1,09%) quanto em mão de obra (de 0,10% para 0,14%). Em 12 meses, o INCC acumula alta de 13,70% (ante 14,03% em dezembro).”

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