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quinta-feira, janeiro 21, 2021

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Porta-vozes habituais do mundo mágico da privatização, as agências de notícias internacionais estão recebendo um duro choque de realidade das teles privatizadas. A DPA – agência noticiosa alemã – por exemplo, responsabiliza a Telemar pelo isolamento dos seus correspondentes no Brasil do resto do mundo. Segundo a DPA,  desde que seu escritório no Rio foi transferido, há seis meses, do Jardim Botânico para Ipanema, seus cinco funcionários contam com apenas duas linhas telefônicas, ambas em funcionamento precário. Desde março, a agência espera, em vão, pela instalação de mais duas linhas. “Como vou explicar para meus superiores em Hamburgo que isso está acontecendo na oitava potência industrial do mundo, às vésperas do terceiro milênio? Não conseguimos nem instalar um fax com dedicação exclusiva!”, esbraveja o chefe da agência no Brasil Emilio Rappold, forçado a um jornalismo investigativo impensável antes da privatização das teles.

Fritura anunciada
O titular ainda nem esquentou a cadeira, mas as apostas em Brasília e na Avenida Paulista já começaram. Afinal, quantos meses Alcides Tápias vai durar no Ministério do Desenvolvimento?

Lions
O economista Marcos Coimbra recebe hoje o prêmio de melhor articulista oferecido pelo Lions Club. A entrega do II Prêmio Lions de Comunicação será às 20h30, na Sala de Cinema da Universidade Estácio de Sá (Rua do Bispo, 83 – Rio Comprido). Marcos Coimbra é professor da Candido Mendes e colaborador fixo da página OPÇÃO BRASIL, do MM, que hoje publica seu artigo.

“Brazil” poliglota
O Brasil tem quatro idiomas. Além do português, que é o oficial, o brasileiros falam espanhol, inglês e francês. A novidade consta do “Relatório da CIA sobre o Brasil” disponível no site da Global Press Brazil (www.globalclipping.com.br). Pelo visto, os arapongas da companhia de espionagem norte-americana devem estar lotados em algum lugar longínquo da Bolívia.

Nefelibata
O quebra-quebra na saída das praias do Rio, no feriado, foi somente um aviso. O verão do PPA promete.

Globalização
“Nem toda integração deve ser aplaudida”, porque o que vale não é a quantidade, mas a qualidade dessa integração, ensinou o ex-ministro Rubens Ricupero, secretário-geral da Unctad, órgão das Nações Unidas para comércio e desenvolvimento. “De 1530 até o fim do século passado, o Brasil estava totalmente integrado ao comércio mundial”, disse, lembrando que se tratava de um esquema baseado no trabalho escravo e no latifúndio, que levam à concentração de renda.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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