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As articulações para podar o poder de investigação do Ministério Público (MP) já repercutem internacionalmente. A associação dos Magistrados Europeus para a Democracia e as Liberdades (Medel), com sede em Roma, Itália, enviou correspondência à Associação Movimento do Ministério Público Democrático (MPD) lembrando que a iniciativa se choca com as deliberações do VIII Congresso da ONU para a Prevenção de Crime e Tratamento aos Delinqüentes, realizado em Havana, Cuba, em setembro de 1990. Assinado por seu presidente, o magistrado Ignazio Patrone, a correspondência da Medel adverte para a possibilidade de retrocesso para a sociedade, lembrando que apuração dos delitos “cometidos por agentes do Estado deve ser reconhecida como garantia de manutenção do regime democrático”.

Primos pobres
O concurso público que a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) abriu para preencher vagas para seu Núcleo de Computação Eletrônica (NCE/UFRJ) fornece um retrato 3 x 4 do perfil do funcionalismo pretendido pelo petismo. Para os funcionários de nível médio, o salário inicial é R$ 652,94. Somado ao auxílio alimentação de R$ 143,99, ao auxílio creche de R$ 89 e ao vale-transporte, o barnabé petista chega aos R$ 885,93 brutos, noves fora os descontos de praxe. Já para o pessoal de nível superior, o salário inicial chega a mirabolantes R$ 974,14, que, somados aos mesmo benefícios, perfazem R$ 1.207,13 brutos. Deve ter candidato já planejando a volta ao mundo com essa dinheirama.

Candidatos
Em três anos, os quatro cursos de educação empreendedora a distância oferecidos pelo Sebrae capacitaram 200 mil pessoas. A média de conclusão dos inscritos é de 70%, bem acima da média mundial para cursos abertos e gratuitos a distância, que é de 40%, informa o Sebrae. Além disso, 99,5% dos participantes desejam fazer novos cursos. A falta de emprego formal deve ter algum (ou todos) dedo em tanto empreendedorismo brasileiro.

Boca torta
A ausência durante 15 anos de uma chapa de oposição nas eleições para a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) parece ter cristalizado cacoetes incompreensíveis numa entidade de jornalistas. A chapa oposicionista “Outra Fenaj é possível” (Chapa 2) afirma estar encontrando dificuldades para ter acesso às listas de associados aptos a votar de pelo menos quatro estados, cujos sindicatos são ligados ao grupo que comanda a entidade nacional. Essa apuração tem sido mais difícil do que arrancar uma palavra de João Gilberto ou uma informação nova do ministro Antônio Palocci.

Invasão de privacidade
Apesar das reclamações que se avolumam, bancos, financeiras, administradoras de cartão de crédito e lojas não se emendam. Essas empresas continuam a insistir em atualizar dados cadastrais de seus clientes pelo telefone. Como os clientes, além de terem direito de preservar sua privacidade, não vivem na mesma Suíça que os donos das empresas, a maioria se nega a fornecer dados sigilosos fora das pontos de atendimento.

Infra
PPP – o novo nome das capitanias hereditárias – deverá ser o tema central de seminário hoje, com a presença do ministro do Planejamento, Guido Mantega, em São Paulo. O fórum de debates sobre a necessidade de investimentos em infra-estrutura terá a participação também de representantes do Banco Mundial, BID, CVM, fundos de pensão e Poder Legislativo. Informações pelo telefone (11) 3017-6888 ou www.ibcbrasil.com/infra2004

Real
A esquizofrenia não é uma exclusividade do governo Lula, como poderiam pensar os que ouviram o desabafo do ministro José Dirceu. No empresariado, a patologia também corre solta. Um seminário que será realizado no final do mês, na véspera do aniversário do Plano Real, vai abordar uma possível reversão de expectativas em 2004, após um início meio animador. O Brasil está ainda em condições de crescer 3,5%, com a iminente alta dos juros nos EUA?, questionam os organizadores. Para responder foram escalados alguns dos protagonistas da década de menos crescimento econômico na história do Brasil desde Getúlio: Pedro Malan, Ibrahim Eris e Amaury Bier. Ninguém tenha dúvidas: os empresários vão lotar o evento.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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